São Paulo, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Política

Defesa de Bolsonaro pede a Nunes Marques suspensão de pena por revisão criminal

Ex-presidente afirma que manter a execução da condenação pode causar dano irreparável enquanto o STF analisa o caso.

Defesa de Bolsonaro pede a Nunes Marques suspensão de pena por revisão criminal
Foto: Wilton Junior/Estadão

A defesa de Jair Bolsonaro pediu ao ministro Kassio Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal (STF), a suspensão da execução da pena de 27 anos e três meses de prisão imposta ao ex-presidente no caso da trama golpista. O pedido foi apresentado nesta quinta-feira, 24, por meio de uma revisão criminal.

Em uma petição de 26 páginas, os advogados Marcelo Luiz Ávila de Bessa e Thiago Lôbo Fleury sustentam que a pena deve continuar suspensa até que o STF examine a ação. Para a defesa, o cumprimento da condenação durante a tramitação do processo pode “produzir dano irreparável”.

Os advogados afirmam que o tempo de prisão não poderia ser integralmente recuperado caso a revisão criminal fosse aceita depois. “A liberdade indevidamente suprimida não se recompõe”, dizem na petição. Segundo eles, se o pedido for rejeitado, a execução da pena poderá ser retomada; no cenário inverso, a liberdade perdida não seria recuperável.

A defesa também questiona o acesso ao conjunto de provas. Os advogados alegam que houve disponibilização tardia, progressiva, incompleta e desorganizada do material, o que teria prejudicado a análise técnica pelas defesas, a participação em atos relacionados e a apresentação de uma contestação às provas digitais reunidas na investigação.

A revisão criminal é uma ação autônoma usada para contestar possíveis erros judiciais em condenações definitivas, quando não cabem mais recursos. Na avaliação dos defensores, suspender a pena até o encerramento desse procedimento preservaria a utilidade da análise e evitaria a prisão decorrente de uma condenação cuja validade é questionada.

Bolsonaro cumpre a pena de 27 em casa desde março. A prisão domiciliar foi concedida pelo ministro Alexandre de Moraes após o ex-presidente receber alta do Hospital DF Star, onde tratava uma broncopneumonia aspirativa.

O pedido foi feito dez dias antes do primeiro turno da eleição em que Flávio Bolsonaro (PL), filho do ex-presidente e senador, concorre à Presidência. Na petição, os advogados não mencionam as suspeitas relacionadas a Moraes no caso Master. O ministro é relator da ação penal que levou à condenação de Jair Bolsonaro.

Texto produzido pela Redação Mapa do Mercado com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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