A Apple poderá pagar até US$ 95 por iPhone a consumidores dos Estados Unidos em um acordo de US$ 250 milhões relacionado ao adiamento de recursos de inteligência artificial. O valor equivale a cerca de R$ 491 e R$ 1,29 bilhão, respectivamente.
A estimativa inicial é de US$ 25, aproximadamente R$ 129, por aparelho. O montante final dependerá do número de solicitações válidas e poderá chegar ao limite de US$ 95 por dispositivo se a quantidade de pedidos for baixa. O acordo também prevê a destinação de parte dos recursos para honorários jurídicos, impostos e despesas administrativas.
Quem pode solicitar
A compensação está limitada a clientes que compraram os aparelhos nos Estados Unidos para uso pessoal ou empresarial entre 10 de junho de 2024 e 29 de março de 2025. É necessário comprovar a aquisição de um dos modelos incluídos:
- iPhone 15 Pro;
- iPhone 15 Pro Max;
- iPhone 16;
- iPhone 16e;
- iPhone 16 Plus;
- iPhone 16 Pro;
- iPhone 16 Pro Max.
O pedido deve ser enviado até 21 de dezembro de 2026. A solicitação é feita no site do acordo e exige dados pessoais, o número de série do aparelho e a indicação de uma forma de pagamento. As opções informadas são PayPal, Venmo, transferência ACH ou cheque.
No caso de empresas, também são exigidos dados comerciais, o identificador da conta Apple associada e o número de telefone do dispositivo. O número de série pode ser consultado no próprio iPhone, em Ajustes > Geral > Sobre.
Motivo do acordo
Na WWDC 2024, a Apple informou que lançaria o Apple Intelligence ainda naquele ano. O cronograma mudou para 2025 e passou por novos adiamentos. Alguns recursos foram disponibilizados no segundo semestre de 2025, enquanto a entrega integral ocorreu somente com o iOS 27, no segundo semestre de 2026.
A ação coletiva alegava que consumidores compraram os aparelhos sob a expectativa de acesso antecipado às ferramentas. A Apple concordou com o pagamento de US$ 250 milhões para encerrar o caso, sem admitir culpa.
Após 21 de dezembro de 2026, não será possível registrar novas solicitações previstas no acordo.







