São Paulo, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Política

Dallagnol recupera Instagram, mas segue impedido de fazer campanha

Candidato ao Senado pelo Paraná diz que sua conta foi reativada por decisão judicial ainda não divulgada pelo TRE-PR.

Dallagnol recupera Instagram, mas segue impedido de fazer campanha
Foto: Bruno Spada/Câmara dos Deputados

Deltan Dallagnol (Novo) voltou a ter acesso ao Instagram, mas continua impedido pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) de realizar atos de campanha. O candidato ao Senado pelo Paraná informou, em vídeo publicado no X, que a conta foi reativada por uma nova decisão judicial.

A suspensão do perfil havia sido determinada após uma denúncia de propaganda eleitoral irregular apresentada pelo aplicativo Pardal. A juíza Cláudia Cristina Cristofani considerou que a conta permanecia ativa e publicava conteúdo eleitoral, contrariando decisão anterior do TSE.

Na última segunda-feira, 21, o tribunal havia proibido Dallagnol de fazer campanha em qualquer meio. Na quinta-feira, 24, ele recebeu determinação para desativar o Instagram ou remover toda a propaganda eleitoral publicada na plataforma, no prazo de 24 horas.

Em vídeo divulgado na tarde deste domingo, 27, Dallagnol afirmou que permanece candidato ao Senado pelo Estado do Paraná, embora não possa pedir votos. “O meu nome estará na urna no dia 4 de outubro, mas eu estou há oito dias proibido pelo TSE de fazer atos de campanha”, disse.

A decisão judicial mencionada pelo candidato ainda não havia sido divulgada pelo Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR). A descrição do perfil no Instagram continuava informando a proibição de campanha. A conta removeu publicações de teor eleitoral e passou a exibir comentários sobre pesquisas, a decisão do TSE e críticas a outros candidatos.

Publicações de apoiadores

Também no domingo, o TRE-PR notificou os deputados Filipe Barros (PL) e Guilherme Kilter (Novo), além do advogado Jeffrey Chiquini, por publicações em apoio a Dallagnol. O tribunal determinou que o conteúdo fosse apagado em 24 horas.

O TSE suspendeu a campanha em 21 de setembro, após pedidos da Coligação Paraná para Todos e da Federação Brasil da Esperança, que reúne PT e PDT. A decisão considerou um julgamento de 2023, quando Dallagnol teve o mandato de deputado federal cassado e ficou inelegível.

Na ocasião, o TSE reconheceu fraude à Lei da Ficha Limpa no pedido de exoneração feito por Dallagnol do cargo de procurador da República, em novembro de 2021. Ele era alvo de procedimentos disciplinares internos no Ministério Público Federal.

Apesar disso, o TRE-PR liberou a candidatura no início de setembro. O tribunal entendeu que a inelegibilidade não permanecia válida porque os procedimentos disciplinares não haviam se transformado em processos administrativos disciplinares formais.

Texto produzido pela Redação Mapa do Mercado com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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