MANAUS — A candidata ao governo do Amazonas Maria do Carmo Seffair (PL) apresentou, nesta sexta-feira (4), uma notícia-crime ao Ministério Público do Estado para investigar a origem de adesivos, bandeiras e cartazes com seu nome e número encontrados em um instituto social.
O local é ligado a Rodrigo César Campelo Soares, de 36 anos, preso nesta quinta-feira (3) sob suspeita de tráfico de drogas. Ele é investigado há dois anos. Na ação, assinada pelo advogado Sérgio Roberto Bulcão Bringel Junior, Maria do Carmo também questiona a divulgação pública da apreensão durante o período de campanha.
A candidata afirmou que desconhece como o material eleitoral foi parar no instituto. “Certamente não fui eu, não tenho nada a ver com isso”, declarou em entrevista nesta sexta-feira. Maria do Carmo disse ainda que qualquer pessoa poderia ter colocado os itens no local e negou relação com atividades criminosas.
O pedido apresentado ao Ministério Público inclui a apuração dos registros fotográficos feitos nas dependências da Delegacia-Geral do Amazonas. Para a candidata, o material de campanha foi exibido durante uma entrevista coletiva de delegados, embora a diligência divulgada tivesse como objeto a apreensão de drogas.
Maria do Carmo afirma que os itens foram apresentados à imprensa separadamente da substância apreendida, em uma área de circulação, sem acondicionamento, identificação de lacre ou indicação visível de vínculo com um auto de exibição e apreensão. Por isso, solicita que seja examinada a cadeia de custódia do material desde a diligência até a exposição pública.
Na notícia-crime, a candidata também relaciona a divulgação das imagens à circulação de narrativas sobre uma suposta associação dela a organização criminosa. O pedido busca esclarecer a origem dos itens, as circunstâncias da apreensão e os procedimentos adotados antes da apresentação pública.







