BRASÍLIA — O Brasil não aparece na relação anual dos Estados Unidos que reúne países classificados como grandes produtores ou rotas de drogas. A lista inclui 23 países, entre eles México, Colômbia, Venezuela, Peru, Bolívia e Equador.
A ausência ocorre apesar de um documento enviado pela Casa Branca ao Congresso americano afirmar que o país “falhou em confrontar” o PCC e o CV. O texto também diz que as duas facções transformaram o Brasil em um centro para o fluxo global de cocaína.
Em nota divulgada nesta quarta-feira (16), o Ministério da Justiça e Segurança Pública refutou a avaliação do governo de Donald Trump sobre a atuação brasileira contra o crime organizado em nível internacional. A pasta afirmou que a posição americana desconsidera a Lei Antifacção, o Programa Brasil contra o Crime Organizado e a cooperação existente entre os dois países na área de segurança.
O ministério declarou que o combate ao crime organizado transnacional depende de atuação contínua, integração entre instituições e cooperação. “O governo brasileiro seguirá atuando de forma soberana e coordenada no enfrentamento às organizações criminosas”, afirmou.
O documento americano é exigido por lei e enviado anualmente ao Congresso. O próprio governo dos Estados Unidos ressalva que a inclusão de um país na lista não representa necessariamente uma avaliação negativa dos esforços de sua administração, porque a classificação também considera fatores geográficos, comerciais e econômicos.







