São Paulo, Segunda-feira, 21 de setembro de 2026
Brasil

Lula apresenta integração entre governos como plano-piloto contra o crime no Rio

Presidente defendeu cooperação entre União, Estado e prefeitura para enfrentar o crime organizado e ampliar a segurança pública.

Lula apresenta integração entre governos como plano-piloto contra o crime no Rio

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participou nesta sexta-feira, 18, de uma cerimônia sobre as Ações Integradas para o Enfrentamento ao Crime Organizado no Rio de Janeiro. A iniciativa reúne o governo federal, o governo estadual e a prefeitura em uma estratégia conjunta de segurança pública.

Lula afirmou que a integração entre as esferas de governo é necessária para enfrentar as organizações criminosas. Para o presidente, a experiência no Rio funciona como um plano-piloto de atuação coordenada. “Nós precisamos ganhar das organizações criminosas”, disse.

O presidente também declarou que as medidas podem alterar a situação do estado e retirar o Rio de Janeiro de um cenário associado à corrupção, abrindo espaço para um futuro que classificou como extraordinário.

Participação dos governos

Lula esteve acompanhado do diretor da Polícia Federal, Andrei Rodrigues; do ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva; do governador em exercício do Rio, desembargador Ricardo Couto; e do prefeito do Rio, Eduardo Cavaliere (PSD).

Couto afirmou que a cooperação formalizada não está vinculada a uma bandeira partidária e defendeu que a segurança pública não seja conduzida sob uma perspectiva política. Cavaliere disse que a participação do governo federal representa um sinal de integração diante da preocupação de cariocas e fluminenses com o tema.

O prefeito citou convênios com diferentes forças de segurança, incluindo a Polícia Rodoviária Federal, para o compartilhamento de informações. Também afirmou que o Rio foi a primeira cidade a integrar a Estratégia Nacional de Inteligência de Segurança Pública.

Papel da União

O ministro da Justiça disse que o projeto iniciado no Rio corrige um erro atribuído à Assembleia Nacional Constituinte de 1987-1988, que resultou na Constituição Federal de 1988. Na avaliação dele, o modelo adotado naquele período fragmentou a segurança e reduziu o papel da União nos territórios.

A responsabilidade direta pelo policiamento ostensivo e investigativo ordinário permanece com os governadores estaduais. Lula apoiou a avaliação e afirmou que a desmilitarização no fim da ditadura tinha como objetivo retirar os generais do poder, mas produziu resultados diferentes entre os estados.

Texto produzido pela Redação Mapa do Mercado com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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