RIO DE JANEIRO — A Polícia Civil vai pedir à Justiça a quebra do sigilo telefônico de Luciano Batalha de Oliveira, preso em flagrante na Praça Seca, na zona oeste do Rio de Janeiro. A medida busca verificar se ele tem ligação com alguma rede de exploração sexual infantil, segundo o delegado Geovan Omena.
O suspeito, de 54 anos, é investigado por manter uma adolescente de 14 anos dentro de seu apartamento durante três dias e por violência sexual contra ela nesse período. A jovem havia chegado ao imóvel acompanhada de um amigo, também adolescente. Conforme os investigadores, o rapaz teria combinado um suposto programa sexual com Luciano, foi liberado e deixou a adolescente no local.
A vítima conseguiu procurar ajuda enquanto o homem dormia. Ela comunicou a situação a moradores do condomínio, que chamaram a polícia. A adolescente foi encontrada nervosa e chorando, levada a uma unidade de saúde e medicada. Depois, foi encaminhada ao Instituto Médico-Legal (IML) para exames.
A Polícia Civil informou que não há confirmação sobre a existência de defesa para o preso. Também não consta advogado cadastrado em nome dele no sistema judicial.
Investigadores afirmam que Luciano possui ao menos 12 registros por suspeitas relacionadas a lesão corporal, ameaça, violência doméstica e desacato. O caso é apurado a partir do relato apresentado pela adolescente aos policiais.








