São Paulo, Segunda-feira, 21 de setembro de 2026
Política

PF rastreia repasses públicos ligados à produtora de filme sobre Bolsonaro

Investigação aponta movimentações entre entidades que receberam emendas e a empresa responsável por “Dark Horse”.

PF rastreia repasses públicos ligados à produtora de filme sobre Bolsonaro

A Polícia Federal identificou movimentações financeiras entre entidades que receberam recursos públicos e a produtora do filme “Dark Horse”, sobre a vida do ex-presidente Jair Bolsonaro. A investigação foi apresentada ao ministro do Supremo Tribunal Federal Flávio Dino para fundamentar a operação deflagrada nesta quinta-feira, 10, contra o deputado federal Mario Frias e outros suspeitos.

A principal entidade analisada é o Instituto Conhecer Brasil (ICB), pertencente a Karina Ferreira da Gama, que também é dona da Go Up Entertainment, responsável pelo filme. Segundo a PF, o instituto firmou contrato com a Prefeitura de São Paulo e recebeu R$ 2 milhões em emendas parlamentares de Mario Frias.

Movimentação financeira

O ICB movimentou R$ 83 milhões entre setembro de 2023 e agosto de 2024. Parte dos valores foi repassada a pessoas ligadas ao deputado, em transações que a polícia considera compatíveis com uma possível devolução de recursos públicos.

A PF também identificou pagamentos do instituto a duas editoras vinculadas a uma terceira empresa. Essa empresa, por sua vez, transferiu recursos à Go Up Entertainment. Entre as operações analisadas está um repasse de R$ 750.000,00 feito pela NTT Brasil, de Heric Dias, à produtora. No mesmo período, a Dinâmica Editora e o Instituto Super Poder Educacional receberam R$ 700.000,00 do ICB dentro do Termo de Fomento n.º 971232.

A polícia ressalva que os elementos reunidos ainda não comprovam uma ligação direta entre o dinheiro público recebido pelo ICB e os repasses indiretos à produtora. A proximidade entre as operações, porém, foi considerada relevante para a investigação.

Outros repasses

A Go Up Entertainment movimentou R$ 19.033.071,00 entre 10 de novembro e 30 de dezembro de 2025. Nesse intervalo, recebeu R$ 750 mil da NTT Brasil e R$ 645,4 mil do próprio Mario Frias. As filmagens ocorreram entre outubro e dezembro de 2025.

A PF também levantou suspeitas sobre pagamentos feitos por Frias à produtora, considerados elevados diante da ausência de lastro apontada pela polícia. A defesa de Karina Ferreira da Gama foi procurada, mas não respondeu.

Texto produzido pela Redação Mapa do Mercado com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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