São Paulo, Segunda-feira, 21 de setembro de 2026
Política

Advogado ligado a Mario Frias foi contratado em projeto de R$ 5 milhões no DF

Documentos e decisão do STF apontam contratação de escritório ligado ao deputado em parceria do Instituto Conhecer Brasil com o governo do DF.

Dark Horse: esquema ligado a Frias foi replicado no DF, mostram documentos
Foto: Reprodução

O escritório LF&P Consulting, do advogado Fábio Lago Meirelles, que representa o deputado Mario Frias (PL-SP), foi subcontratado pelo Instituto Conhecer Brasil (ICB) em um projeto de R$ 5 milhões firmado com o Governo do Distrito Federal (GDF) em 2023. A contratação ocorreu no âmbito de parceria com o Fundo de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAP-DF) e a Secretaria de Estado de Educação do Distrito Federal (SEEDF).

Fábio Lago foi alvo da Polícia Federal na investigação sobre o filme Dark Horse, assim como a empresária Karina da Gama, proprietária do ICB e da produtora responsável pela obra. A decisão do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), que autorizou mandados de busca e apreensão, detalhou a relação entre o instituto e a empresa.

O plano de trabalho da parceria previa R$ 147 mil para serviços jurídicos e auditoria e R$ 96 mil para serviços contábeis e auditoria. Segundo a PF, Fábio Lago é titular da LF&P Consulting, que recebeu R$ 80 mil em recursos do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação repassados ao ICB por meio de emenda parlamentar de Frias.

Para justificar a contratação, o instituto apresentou três orçamentos. A Controladoria-Geral da União identificou que os arquivos foram criados pela mesma usuária, no mesmo dia, com intervalo de 27 minutos. A PMR Advocacia, uma das empresas citadas nas cotações, afirmou à CGU que não havia apresentado proposta ao ICB. A empresa também aparece em documentação apresentada pelo instituto para obter recursos do FAP-DF.

Questionamentos sobre a parceria

O deputado distrital Gabriel Magno (PT-DF) levou ao Ministério Público do Distrito Federal e Territórios uma notícia de fato com alegações de irregularidades na execução do projeto. Ele mencionou possível triangulação de recursos educacionais para interesses privados, além de equipamentos inutilizados, falta de capacitação, problemas de comunicação, materiais pendentes e execução fragmentada.

A SEEDF informou que o Termo de Colaboração nº 02/2023 teve cumprimento parcial, pois nem todas as metas e entregas foram comprovadas. A prestação de contas final continua pendente, e o ICB foi acionado para apresentar documentos. A secretaria também declarou que a organização não devolveu valor superior a R$ 1 milhão e que o débito será encaminhado à Procuradoria-Geral do Distrito Federal para cobrança judicial.

Na última quinta-feira (10/9), Mario Frias foi alvo de busca e apreensão por determinação de Flávio Dino, em inquérito sobre a relação entre emendas parlamentares e o financiamento de Dark Horse. A Operação Make Up cumpriu 49 mandados no Distrito Federal, em São Paulo, no Rio de Janeiro e no Ceará. Frias negou irregularidades. Karina da Gama e a LF&P Consulting não responderam aos contatos; o espaço permanece aberto para manifestações.

Texto produzido pela Redação Mapa do Mercado com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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