São Paulo, Segunda-feira, 21 de setembro de 2026
Política

Brasil contesta críticas dos EUA sobre combate ao crime transnacional

Ministério da Justiça afirma que Washington não respondeu a uma proposta brasileira de cooperação apresentada por Lula.

Brasil contesta críticas dos EUA sobre combate ao crime transnacional
Foto: Julia Demaree Nikhinson/AP

O governo Luiz Inácio Lula da Silva rejeitou nesta quarta-feira, dia 16, a acusação dos Estados Unidos de que o Brasil não teria se empenhado no combate ao crime transnacional. Em nota, o Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) afirmou que não há falhas ou omissões na atuação brasileira contra organizações criminosas.

O ministério também declarou que o governo de Donald Trump não respondeu, até o momento, à proposta de cooperação apresentada pelo Brasil no ano passado e reiterada por Lula durante visita à Casa Branca, em maio. O documento entregue pelo presidente em Washington, no dia 7/5/2026, previa medidas conjuntas contra a lavagem de dinheiro, o compartilhamento de inteligência e o tráfico de armas.

“A manifestação norte-americana desconsideraria a robusta cooperação já existente entre Brasil e EUA no combate ao crime organizado transnacional”, afirmou o MJSP. Segundo a pasta, os Estados Unidos ainda podem responder à proposta brasileira.

Críticas a facções

Um relatório encaminhado pelo governo Trump ao Congresso dos EUA nesta terça-feira, dia 15, criticou a atuação brasileira contra o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV). As duas organizações foram designadas terroristas pelo Departamento de Estado, sem concordância do governo Lula e com apoio de líderes da oposição brasileira, entre eles Flávio Bolsonaro (PL).

O documento americano afirma que o governo brasileiro falhou em enfrentar as organizações e associa as facções ao fluxo global de cocaína. O relatório também diz que elas representam uma ameaça crescente à paz e à segurança no mundo.

O MJSP ressaltou que o Brasil não aparece na lista anual dos Estados Unidos com os maiores países produtores e de trânsito de drogas, que reúne 23 nações. Para o ministério, o país foi alvo de críticas laterais no relatório.

A pasta afirmou ainda que o documento não considerou a aprovação da Lei Antifcação, o Plano Brasil Contra o Crime Organizado, operações realizadas em âmbito nacional e iniciativas de cooperação policial internacional.

Texto produzido pela Redação Mapa do Mercado com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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