SÃO PAULO — O candidato à Presidência Augusto Cury (Avante) afirmou nesta quinta-feira, 10, que não apoiaria Luiz Inácio Lula da Silva em um eventual segundo turno. Em relação ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), disse que poderia apoiá-lo caso ele esclareça as suspeitas de corrupção relacionadas ao caso Master.
A declaração foi dada durante um encontro com empresários e investidores na Avenida Faria Lima, na zona oeste de São Paulo. Cury avaliou que um eventual confronto com Lula seria um “pesadelo” para o presidente, enquanto uma disputa contra Flávio Bolsonaro representaria um “sonho” para o candidato do PT.
Críticas ao STF
Questionado sobre Flávio Bolsonaro, Cury afirmou que o senador precisa explicar por que se encontrou com Daniel Vorcaro após a prisão do banqueiro. “A promiscuidade com o Banco Master tem de ser resolvida, doa a quem doer”, declarou.
Durante o evento, o candidato voltou a criticar o Supremo Tribunal Federal (STF) e defendeu mudanças no processo de escolha dos ministros. Entre as propostas estão mandatos de oito anos e a participação de diferentes carreiras jurídicas na composição da Corte.
Cury disse que o ideal seria que o presidente não escolhesse os integrantes do STF. Se eleito, afirmou que convocaria o Congresso na primeira semana para apresentar as reformas que considera necessárias. Também declarou que nenhum ministro está acima da lei e defendeu que os integrantes do Tribunal tenham prazo para deixar o cargo.
O escritor de livros de autoajuda afirmou ainda ter muitos leitores no STF. Na área econômica, defendeu a taxação de bets e não confirmou os nomes de sua equipe, mas disse manter contato com Mansueto Almeida, Marcos Lisboa, Mauro Benevides e Armínio Fraga.







