Segunda-feira, 7 de setembro de 2026
Política

ADPF pede arquivamento de procedimento aberto por Gonet no caso Master

Entidade afirma que o procurador-geral da República deve se afastar de apurações nas quais é citado em mensagens de Daniel Vorcaro.

ADPF pede arquivamento de procedimento aberto por Gonet no caso Master
Foto: Evaristo Sa/AFP

A Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal (ADPF) pediu neste sábado, 5, o arquivamento do procedimento aberto na Procuradoria-Geral da República para examinar a atuação da Polícia Federal na Operação Compliance Zero. A entidade também quer que Paulo Gonet deixe de atuar nos procedimentos relacionados ao Banco Master, de Daniel Vorcaro.

O procedimento questiona relatórios de inteligência elaborados pela PF sobre buscas e apreensões da operação. Segundo a ADPF, o documento foi produzido por determinação do ministro do Supremo Tribunal Federal André Mendonça, relator do inquérito do Caso Master na Corte. A associação afirma que os policiais cumpriram ordem judicial dentro dos limites da lei.

Alegação de impedimento

A entidade, que representa mais de 2.000 delegados, sustenta que Gonet deve se declarar impedido porque é citado em mensagens de Vorcaro e mantém relação com o banqueiro. Em uma delas, o procurador-geral pede uísque Macalan e charutos para um próximo evento com Vorcaro.

“A ADPF requer que o Procurador-Geral da República se declare impedido e se abstenha de praticar atos”, afirma a nota, ao mencionar os procedimentos nos quais Gonet é citado.

A associação argumenta que o artigo 258 do Código de Processo Penal aplica aos integrantes do Ministério Público as regras de impedimento e suspeição previstas para juízes. Para os delegados, a regra impede que alguém participe de uma decisão relacionada a si próprio.

Críticas à investigação sobre a PF

A ADPF também afirma que a abertura do procedimento tem efeito intimidatório sobre os investigadores. A entidade diz que Gonet estaria atuando em benefício próprio ao questionar relatórios que mencionam sua proximidade com Vorcaro.

Os delegados defendem ainda que não existe relação hierárquica entre a Polícia Federal e o Ministério Público Federal. Na nota, pedem que o procedimento seja arquivado por considerarem inadequada a via escolhida para questionar um ato do Supremo Tribunal Federal.

Ao mesmo tempo, a associação afirma que os fatos revelados pela Operação Compliance Zero devem ser apurados integralmente, sem seletividade em relação às autoridades envolvidas.

Texto produzido pela Redação Mapa do Mercado com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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