A Sharper Image encerrou sua rede de lojas físicas depois de entrar em Chapter 11 em 2008. A empresa tinha 184 unidades e cerca de 2.500 trabalhadores quando anunciou o fechamento de 90 lojas, quase metade da operação americana.
Fundada em 1977 por Richard Thalheimer, a companhia começou a distribuir catálogos em 1979. A abertura de lojas físicas teve início em 1981, e a internet passou a fazer parte da estratégia comercial em 1994. O modelo combinava pontos em shoppings, vendas por catálogo e comércio online.
A rede se tornou conhecida por eletrônicos, massageadores e presentes incomuns. As lojas permitiam que os clientes testassem os produtos, enquanto os catálogos alcançavam regiões sem unidades físicas.
Tentativa de reorganização
Em fevereiro de 2008, a Sharper Image recorreu ao Chapter 11, mecanismo de reorganização sob proteção judicial. A empresa informou que pretendia preservar parte do negócio, obter financiamento e eliminar lojas deficitárias.
O plano previa a liquidação dos estoques de 90 das 184 unidades, com o objetivo de reduzir aluguéis e outras despesas fixas. A companhia também tentou obter US$ 60 milhões em financiamento. A proposta inicial era diminuir a estrutura, não abandonar imediatamente toda a operação.
A referência de cerca de 2.500 trabalhadores consta do relatório anual relativo ao período encerrado em janeiro de 2007. Aproximadamente 43% dos empregados trabalhavam em tempo integral, e a empresa também contratava funcionários sazonais para o período de festas. O número representa a força de trabalho pouco antes da falência, mas não uma contagem exata do dia do pedido judicial.
Encerramento das lojas
A reorganização não conseguiu manter a rede física. Após o fechamento inicial, os ativos foram colocados à venda. Em maio de 2008, um grupo de investidores comprou a marca e outros direitos.
Os novos proprietários decidiram liquidar as 86 lojas restantes. As vendas de encerramento começaram em junho, com mais de US$ 50 milhões em estoque. Assim, a antiga companhia deixou de operar lojas próprias poucos meses depois do pedido de Chapter 11.
A marca, porém, continuou sendo utilizada. Os compradores reorganizaram o negócio com licenciamento, comércio eletrônico, catálogos e produtos comercializados por outros varejistas, sem a estrutura própria de lojas que havia caracterizado a rede.







