São Paulo, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Lula critica captura de Maduro e compara caso com invasão do Iraque

Presidente questionou ataques dos EUA a barcos no Caribe e disse que não foram apresentadas provas de drogas ou narcotraficantes.

Lula critica captura de Maduro e compara caso com invasão do Iraque
Foto: Ricardo Stuckert

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou a operação dos Estados Unidos que resultou, em janeiro, na captura de Nicolás Maduro. Para o petista, a ação criou um precedente contra a soberania nacional e colocou em dúvida a chamada segurança territorial dos países.

Lula também contestou os ataques americanos a embarcações que, conforme os Estados Unidos, transportavam drogas pelo mar do Caribe. Ele afirmou que pessoas foram mortas nessas operações sem que as autoridades apresentassem drogas ou identificassem narcotraficantes.

“A segurança territorial dos países não existe. Não existe. Qualquer país agora pode invadir outro país”, disse o presidente. Na avaliação de Lula, se havia narcotráfico na Venezuela, os responsáveis deveriam ser presos.

Acusações contra Maduro

Maduro foi capturado sob a acusação de integrar uma organização criminosa. Os Estados Unidos afirmam que o venezuelano fazia parte do Cartel de los Soles, descrito pelas autoridades americanas como uma rede ligada ao tráfico de drogas.

O ex-presidente venezuelano está detido em Nova York. As acusações incluem conspiração para narcoterrorismo, participação em um plano de importação de cocaína e crimes associados à posse de metralhadoras e dispositivos destrutivos.

Para sustentar a crítica, Lula mencionou a Guerra do Iraque, em 2003. Os Estados Unidos invadiram o país sob a justificativa de que o regime de Saddam Hussein mantinha armas de destruição em massa.

“Sabe, mataram o Sadam Hussein. Até agora não acharam nenhuma arma química”, afirmou Lula, questionando por quanto tempo o mundo permanecerá subordinado a mentiras.

As reservas de armas químicas e biológicas usadas como justificativa para a invasão não foram encontradas depois da guerra. Investigações posteriores concluíram que o Iraque havia destruído seu estoque de armas químicas em 1991 e não retomara a produção em escala relevante.

Texto produzido pela Redação Mapa do Mercado com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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