São Paulo, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Irã condiciona reabertura do estreito de Ormuz a fim do bloqueio dos EUA

Proposta enviada a Washington prevê retomada das negociações nucleares e reabertura da passagem em sete dias, sob condições.

Irã condiciona reabertura do estreito de Ormuz a fim do bloqueio dos EUA

O Irã propôs aos Estados Unidos um plano para encerrar a guerra e reabrir o estreito de Ormuz em sete dias, desde que Washington suspenda o bloqueio naval, retire as sanções ao petróleo e respeite um cessar-fogo que também inclua o Líbano.

A proposta foi apresentada pelo ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araghchi, em uma reunião privada realizada à margem da Assembleia Geral da ONU. Segundo participantes do encontro, o documento foi enviado aos Estados Unidos por meio de terceiros e prevê a retomada das negociações sobre o programa nuclear iraniano dentro do mesmo prazo.

Araghchi afirmou que o Irã estaria pronto para implementar o cronograma caso Washington aceite as condições. A reabertura do estreito ocorreria ao final do sétimo dia, acompanhada pelo reinício das conversas nucleares. As exigências são semelhantes às previstas em um memorando de entendimento assinado anteriormente pelos dois países em junho, mas que não avançou.

Reações e contatos diplomáticos

Autoridades iranianas, incluindo militares de linha-dura que contestam a liderança civil, não comentaram os detalhes da proposta. Após as notícias sobre as negociações entre os dois países, o Brent caiu para 105 dólares.

Na sexta-feira, Araghchi se reuniu, em Nova Iorque, com o ministro das Relações Exteriores do Reino Unido, Ed Miliband. O iraniano acusou algumas nações europeias de adotar ações destrutivas e irresponsáveis e de apoiar a agressão militar dos Estados Unidos e de Israel, que, segundo ele, causou danos ao Irã, à região e ao mundo.

Também em Nova Iorque, o presidente iraniano Masoud Pezeshkian encontrou-se com o primeiro-ministro e ministro das Relações Exteriores do Qatar, o xeque Mohammed bin Abdulrahman bin Jassim Al Thani. O Qatar participa da mediação entre Washington e Teerã, inclusive nas conversas indiretas realizadas na ONU durante esta semana.

O Ministério das Relações Exteriores do Qatar informou que os dois líderes discutiram a situação regional, os esforços para reduzir as tensões e as condições para o diálogo, com o objetivo de reforçar a segurança e a estabilidade regionais.

Danny Citrinowicz, ex-chefe do departamento de investigação dos serviços de informações militares israelitas, avaliou que Teerã identifica uma oportunidade política em Washington, mas advertiu que a proposta não deve ser interpretada como um recuo estratégico de fundo.

Texto produzido pela Redação Mapa do Mercado com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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