São Paulo, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Petróleo sobe com incertezas sobre acordo entre EUA e Irã

Brent avançou 3,41% em Londres, enquanto o WTI ganhou 2,65% em Nova York, em meio ao impasse sobre o Estreito de Ormuz.

Petróleo sobe com incertezas sobre acordo entre EUA e Irã

Os contratos futuros de petróleo fecharam em alta nesta quinta-feira, 24, pelo segundo pregão consecutivo, diante da falta de clareza sobre as negociações entre Estados Unidos e Irã. O mercado acompanha a possibilidade de um acordo que encerre o conflito e permita a retomada da navegação no Estreito de Ormuz.

Na Intercontinental Exchange de Londres, o Brent para dezembro subiu 3,41%, ou US$ 3,52, e terminou a sessão a US$ 106,60 o barril. Na Nymex, o WTI para novembro avançou 2,65%, equivalente a US$ 2,45, para US$ 94,61 o barril.

Os preços perderam força ao longo da tarde após informações de que os dois países discutem em Nova York um acordo em etapas para reabrir o estreito e encerrar o bloqueio naval americano contra Teerã. O impasse e a elevação do tom entre Washington e Teerã já haviam impulsionado as cotações na sessão anterior.

Dados de rastreamento indicam que três navios-tanque, carregados com quase seis milhões de barris de petróleo iraniano e avaliados em cerca de US$ 600 milhões, seguem pelo Atlântico em direção aos Estados Unidos. As embarcações foram apreendidas pelo governo Trump, e dois navios estão na costa brasileira.

A Arábia Saudita informou ter interceptado seis mísseis balísticos lançados pelos houthis contra Yanbu, cidade portuária no Mar Vermelho, e Taif. A maioria dos fornecedores de peças para drones dos houthis, sancionados pelos Estados Unidos, está sediada na China, indicando uma articulação da milícia que vai além do Irã.

Os mercados também acompanham o encontro entre Donald Trump e Xi Jinping na Casa Branca. Xi defendeu que Estados Unidos e Irã retornem “o mais rápido possível” às negociações para solucionar suas divergências.

A Autoridade Geral de Aviação Civil dos Emirados Árabes Unidos suspendeu os voos de companhias aéreas iranianas de e para o país. A medida ocorreu após os Estados Unidos proibirem essas empresas de usar aeroportos em vários países.

Analistas da Capital Economics alertaram ainda para uma possível escassez de diesel. Para eles, uma restrição americana às exportações do derivado pode entrar em vigor antes das eleições de meio de mandato e ampliar o choque atual.

Texto produzido pela Redação Mapa do Mercado com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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