São Paulo, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Teerã condiciona reabertura de Hormuz e ameaça reagir a novos ataques dos EUA

Autoridades iranianas dizem aguardar resposta formal de Washington e afirmam que o estreito só será reaberto sob condições de Teerã.

Teerã condiciona reabertura de Hormuz e ameaça reagir a novos ataques dos EUA

O Irã condicionou a reabertura do estreito de Hormuz ao cumprimento de exigências apresentadas aos Estados Unidos, enquanto autoridades militares afirmaram que o país está preparado para uma nova ofensiva americana. O ministro das Relações Exteriores, Abbas Araghchi, disse que Teerã ainda espera uma resposta definitiva de Washington antes de decidir os próximos passos.

“Nossas condições são claras, e qualquer movimento para reabrir o estreito de Hormuz depende do cumprimento dessas condições. Não recuaremos”, declarou Araghchi. O chanceler afirmou que a proposta iraniana previa a retomada do comércio pelo estreito, mas que nenhuma resposta formal havia sido transmitida por mediadores.

Proposta de Teerã

O plano anunciado pelo Irã na sexta-feira (25) previa a reabertura de Hormuz e um cessar-fogo em sete dias, contados a partir da validação do acordo. Em contrapartida, Teerã pediu o fim do embargo econômico dos Estados Unidos, a suspensão do bloqueio naval, o descongelamento de parte dos ativos iranianos e a retirada das sanções sobre as exportações de petróleo.

A iniciativa também estabelecia o reinício das negociações de paz e conversas sobre o programa nuclear iraniano. O presidente Masoud Pezeshkian afirmou que a proposta foi elaborada “em coordenação” com o líder supremo, Mojtaba Khamenei. Para conduzir as tratativas, foi criada uma equipe de seis membros com poder de decisão.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, rejeitou a proposta e disse que o regime iraniano buscava um acordo porque estava “perdendo terreno de forma espetacular”.

Preparação militar

O porta-voz do Exército iraniano, Mohammad Akraminia, afirmou neste domingo (27) que as Forças Armadas estão prontas para quaisquer novos ataques dos Estados Unidos. Ele também disse que uma nova ofensiva provocaria danos maiores aos americanos.

O comandante-chefe do Exército, Amir Hatami, classificou a guerra como crítica e decisiva. Segundo ele, Teerã não aceitará ficar sem condições de realizar comércio enquanto potências estrangeiras utilizarem as vias navegáveis estratégicas da região. “O estreito faz parte da nossa dignidade e honra”, afirmou.

O Irã está em guerra há quase sete meses. Nesse período, Trump alternou declarações sobre a possibilidade de um acordo com ameaças de aniquilação do país. Autoridades americanas disseram que o presidente espera retomar os bombardeios depois das eleições legislativas de novembro. As eleições podem alterar o controle republicano da Câmara e do Senado, enquanto a guerra é descrita como um tema sensível para o eleitorado e associado à queda nos índices de aprovação do presidente.

Mojtaba Khamenei assumiu a liderança do Irã após a morte de seu pai, Ali Khamenei, no primeiro dia da guerra, em decorrência dos ataques dos Estados Unidos e de Israel. Desde então, o novo líder não foi visto em público, e há suspeita de que tenha sido desfigurado nos ataques.

Texto produzido pela Redação Mapa do Mercado com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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