O líder do Irã, Masoud Pezeshkian, afirmou nesta quinta-feira, 24, que o encerramento da guerra no Oriente Médio depende de uma decisão dos Estados Unidos. Segundo ele, Teerã não pretende prolongar os combates, mas responsabiliza Washington pela continuidade do conflito.
Pezeshkian declarou estar disposto a negociar com o presidente americano Donald Trump, desde que sejam respeitados os marcos legais internacionais. A posição foi apresentada um dia depois de um discurso na Assembleia Geral da ONU, em Nova York, no qual rejeitou a possibilidade de o Irã ceder à pressão americana.
O líder iraniano também questionou a ruptura de um cessar-fogo firmado poucas semanas atrás. “Por que, duas semanas após a assinatura de um acordo, eles decidiram destruí-lo?”, disse.
Pezeshkian atribuiu a origem da guerra a provocações de Israel e afirmou que o diálogo deveria substituir os combates. “Não queremos continuar. Cabe aos Estados Unidos decidir se querem encerrar isso ou não”, declarou.
Exigências para as negociações
As tratativas diplomáticas foram retomadas nesta semana, à margem da reunião da ONU. O chanceler iraniano Abbas Araghchi se reuniu com o enviado americano Steve Witkoff e com Jared Kushner, genro de Trump. Foram os primeiros contatos diretos entre Irã e Estados Unidos desde o final de junho.
O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baghaei, disse que Teerã apresentou suas condições por meio de um mediador do Catar. O governo iraniano exige a preservação da rota do Estreito de Ormuz acordada com Omã, o levantamento das sanções e do bloqueio naval, a liberação de recursos financeiros congelados e a suspensão dos combates em todas as frentes.
Pezeshkian negou que o movimento houthi, do Iêmen, receba ordens de Teerã. A Arábia Saudita informou ter interceptado novos mísseis balísticos nesta quinta-feira, 24, após alertas em regiões do país, incluindo Meca.







