Segunda-feira, 7 de setembro de 2026
Mundo

DNA aproxima felino extinto da América do Norte dos pumas

Estudo indica que o Miracinonyx trumani tinha dieta variada e adaptações ao ambiente ártico, apesar do corpo semelhante ao de um guepardo.

DNA aproxima felino extinto da América do Norte dos pumas
Foto: Reprodução

O felino norte-americano Miracinonyx trumani era mais próximo dos pumas do que do guepardo africano, apesar das pernas longas e do corpo adaptado à corrida. Extinta há 13 mil anos, a espécie também tinha uma dieta mais diversificada do que se supunha, incluindo peixes e outros animais capturados em riachos.

As conclusões estão em um estudo publicado na sexta-feira (4), na revista Current Biology. Pesquisadores da Universidade da Califórnia em Santa Cruz usaram DNA antigo para analisar quatro fósseis da espécie e material genético de outras nove espécies de felinos modernos.

Parentesco e distribuição

A análise mostrou que o M. trumani compartilhava um ancestral comum com o Puma concolor. As duas linhagens divergiram há 2,6 milhões de anos. O felino viveu na América do Norte até o fim da última Era Glacial, quando desapareceu há aproximadamente 13 mil anos.

Três dos fósseis analisados foram encontrados no norte do Canadá, em áreas de altas latitudes, e um veio da formação Natural Trap Cave, em Wyoming, no oeste dos Estados Unidos. Os achados canadenses indicam uma distribuição cerca de 20 graus de latitude mais ao norte do que se conhecia, alcançando o atual território de Yukon, no Ártico canadense.

A semelhança física com os guepardos havia levado à interpretação de que o animal era especializado na perseguição de mamíferos herbívoros, como o antilocapra. No entanto, a análise de isótopos de carbono e nitrogênio preservados nos fósseis apontou diferenças regionais na alimentação.

Os espécimes de Yukon apresentaram alta concentração de nitrogênio, compatível com o consumo de animais aquáticos. Já o fóssil de Wyoming tinha níveis semelhantes aos observados em predadores de topo que se alimentam principalmente de herbívoros terrestres. Molly Cassatt-Johnstone, primeira autora do estudo, afirmou: “Eles podem ter capturado peixes vivos, consumido carcaças de peixes após a desova ou feito as duas coisas.”

Adaptação ao Ártico

A população do Ártico também possuía uma mutação em um gene associado ao ritmo circadiano. A alteração inativava essa função e pode ter ajudado os animais a regular os ciclos de vigília e sono durante os meses em que não havia luz solar.

Para os autores, o nome popular “guepardo americano” é duplamente enganoso: sugere parentesco com o guepardo africano e reduz a diversidade ecológica da espécie. “Gosto de imaginá-lo como um puma que desenvolveu de forma independente um corpo semelhante ao do guepardo”, disse a bióloga.

Texto produzido pela Redação Mapa do Mercado com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

Entre na nossa newsletterO melhor da semana, sem spam.

Em alta

  1. 1
  2. 2
  3. 3
  4. 4
  5. 5