O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, afirmou que a Corte dará uma resposta à crise institucional que envolve ministros do tribunal. Ele declarou que “a gravidade dos factos não autoriza atalhos” e disse que as apurações estão em andamento.
Fachin apontou três medidas como urgentes: a adoção de um código de ética, o encerramento do Inquérito das Fake News e a modernização da Justiça. A proposta de código enfrenta resistência entre os integrantes do STF, especialmente por tratar da atuação de familiares de ministros que advogam em processos no tribunal.
A manifestação ocorreu após uma semana de pressão política envolvendo Alexandre de Moraes e André Mendonça. Mendonça retirou o sigilo de uma investigação que atingia Moraes e abordava relações suspeitas com Daniel Vorcaro, banqueiro preso ligado ao banco Master.
Nas últimas 48 horas, Moraes e Mendonça trocaram acusações por meio de instrumentos processuais. Os dois expuseram divergências sobre a condução de investigações que alcançam políticos do país.
Parlamentares da oposição, entre eles o candidato presidencial Flávio Bolsonaro, defendem a renúncia de Moraes e a abertura de um processo de destituição. Luiz Inácio Lula da Silva voltou a defender uma reforma do Poder Judiciário.
Inquérito das Fake News
Criado para investigar notícias falsas, ameaças e ofensas dirigidas a ministros do STF e suas famílias, o inquérito é conduzido por Moraes desde 2019. O procedimento passou a concentrar apurações contra políticos, empresários e influenciadores e foi usado pelo ministro para responder a ataques de opositores do tribunal.
Na quinta-feira, Moraes utilizou o mesmo instrumento para levantar suspeitas sobre Mendonça. Fachin afirmou que “os factos estão sendo apurados”.







