O documentário “Musk”, dirigido por Alex Gibney, estreou no Festival de Cinema de Veneza com uma longa ovação de pé e críticas amplamente favoráveis. A produção, com quatro horas de duração, acompanha a trajetória empresarial e a vida pessoal de Elon Musk.
O filme percorre o período em que Musk atuou como empresário no Vale do Silício, no início dos anos 2000, até sua transformação no primeiro trilionário do mundo. Também aborda sua infância difícil e os 14 filhos conhecidos que teve com diferentes mulheres.
A exibição ocorreu em meio a uma disputa com os representantes legais do empresário. Pouco antes da estreia, marcada para terça-feira (8), o advogado Alex Spiro enviou uma carta a um produtor da Jigsaw Productions. No documento, ele afirma que o longa difama Musk e acusa Gibney de ter estruturado o trabalho a partir de uma conclusão previamente estabelecida.
Datada de 3 de setembro, a carta sustenta ainda que o diretor não teria procurado verificar as informações apresentadas com Musk ou com pessoas próximas a ele. “Este projeto não começou como uma investigação. Começou com uma conclusão”, escreveu Spiro.
A notificação também inclui outros participantes do lançamento, como HBO, Bleecker Street e Universal, além de Gibney e da Jigsaw Productions.
Em comunicado, a Jigsaw afirmou que o escrutínio de figuras públicas poderosas é protegido pela Primeira Emenda à Constituição dos Estados Unidos. A empresa acrescentou que essa proteção deveria ser defendida por todos os americanos, inclusive pelos associados de Musk, que se autodeclarou um “absolutista da liberdade de expressão”.
Gibney é conhecido por documentários sobre grupos poderosos. Entre os temas de seus trabalhos estão a Igreja da Cientologia, a corporação Enron e disputas de espionagem entre Israel e Irã. Ele recebeu o Oscar de melhor documentário por “Taxi to the Dark Side”, sobre práticas de interrogatório do Exército dos Estados Unidos no Afeganistão.








