Elon Musk propôs que grandes laboratórios de inteligência artificial permitam que empresas concorrentes testem seus modelos antes do lançamento. A iniciativa envolveria companhias dos Estados Unidos e da China e teria como objetivo identificar problemas de segurança que poderiam não ser percebidos pelas próprias desenvolvedoras.
A proposta prevê uma bateria de avaliações conduzida por rivais. Entre os participantes mencionados estão xAI, OpenAI, Anthropic, Google, Meta e três ou quatro das principais empresas chinesas. Cada laboratório abriria seus modelos para que outras companhias procurassem falhas antes da disponibilização ao público.
“Em vez de corrigir sua própria prova, você teria pelo menos concorrentes corrigindo sua prova e dando o alarme se vissem preocupações”, afirmou Musk. Para ele, a verificação cruzada reduziria o risco de as empresas serem as únicas responsáveis pela análise de seus sistemas.
A sugestão ocorre em meio a alertas sobre os riscos da inteligência artificial e a pedidos para desacelerar o desenvolvimento de novos modelos. Líderes da Anthropic e da OpenAI defenderam uma pausa no ritmo de avanço da tecnologia. Dario Amodei, CEO da Anthropic, também sugeriu que os laboratórios adotassem avaliações feitas por terceiros, com especialistas responsáveis por verificar as práticas de segurança.
A adesão à proposta de Musk ainda não é consenso. O empresário reconheceu que o método pode não ser perfeito, mas disse que ele ampliaria a probabilidade de detectar problemas. “As chances de você encontrar problemas são dramaticamente maiores”, afirmou.
Resistência em Washington
O governo Trump tem resistido a pedidos por limites mais rígidos para o desenvolvimento da IA. O presidente classificou os temores sobre a tecnologia como uma “farsa” e um “golpe” em mensagens publicadas na Truth Social.
Kevin Hassett, diretor do Conselho Econômico Nacional, afirmou que o setor privado é o ambiente adequado para tratar das preocupações relacionadas à IA. Segundo ele, o governo monitora a indústria e poderá recorrer à aplicação da lei quando necessário para garantir que as empresas atuem de forma responsável.
Trump também argumenta que uma desaceleração poderia dar vantagem à China. Amodei classificou essa questão como um dos dilemas mais difíceis do debate. Na China, um porta-voz do Ministério das Relações Exteriores chamou os pedidos por uma pausa de “alarmismo”. Musk afirmou acreditar que o país provavelmente aceitaria sua proposta de testes entre concorrentes.







