São Paulo, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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DeepSeek é chamada para debate da ONU sobre IA e segurança global

Startup chinesa deve participar de reunião do Conselho de Segurança sobre riscos da inteligência artificial, em Nova York.

DeepSeek é chamada para debate da ONU sobre IA e segurança global
Foto: Imagem gerada com IA. ChatGPT/Olhar Digital

A DeepSeek foi convidada a participar de uma reunião do Conselho de Segurança da ONU sobre os riscos da inteligência artificial. O encontro está previsto para quarta-feira (23), em Nova York, durante a Assembleia Geral anual da organização, e terá como foco os efeitos da tecnologia sobre a segurança internacional.

A startup chinesa e outras empresas do país receberam convites para fazer declarações durante a reunião, segundo duas fontes. Liang Wenfeng, fundador da DeepSeek, não pretende comparecer, conforme uma delas. A programação ainda pode ser alterada.

Sam Altman, presidente-executivo da OpenAI, deve participar do encontro. Representantes da Anthropic e da chinesa Moonshot também foram convidados.

O Conselho de Segurança é formado por 15 países e já realizou, em 2023, sua primeira reunião dedicada aos riscos da inteligência artificial. Na ocasião, a China defendeu que a tecnologia não se tornasse um “cavalo desembestado”, enquanto os Estados Unidos alertaram para seu uso em censura e repressão.

A nova sessão deve abordar os riscos de sistemas mais poderosos, a possibilidade de perda do controle humano e os efeitos da inteligência artificial sobre a segurança internacional. Também estarão em discussão as diferenças entre Estados Unidos e China na forma de conduzir o desenvolvimento da tecnologia.

O debate ocorre após líderes do setor defenderem uma desaceleração coordenada na criação de sistemas avançados. Eles afirmaram que essas ferramentas poderiam ampliar as próprias capacidades e escapar do controle humano. Na semana passada, o secretário-geral da ONU, António Guterres, disse que os riscos do avanço acelerado da inteligência artificial não podem ser ignorados.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, considera suficientes as salvaguardas atuais e afirmou que a China deveria receber o benefício da dúvida no desenvolvimento da tecnologia. A imprensa estatal chinesa classificou os pedidos de desaceleração como parte de um “manual da Guerra Fria” e afirmou que as iniciativas buscam preservar a liderança de Washington e excluir Pequim da governança global da IA.

Na segunda-feira, o secretário do Tesouro americano, Scott Bessent, afirmou que Estados Unidos e China concordaram em retomar conversas sobre segurança da inteligência artificial. As negociações antecedem um encontro previsto entre Trump e o presidente chinês, Xi Jinping, em Washington ainda nesta semana.

Texto produzido pela Redação Mapa do Mercado com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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