São Paulo, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Trump rejeita governança internacional da inteligência artificial na ONU

Presidente dos EUA disse que o país não limitará o avanço da IA e anunciou a troca oficial do nome para “superinteligência”.

Trump rejeita governança internacional da inteligência artificial na ONU

Donald Trump afirmou que os Estados Unidos não aceitarão iniciativas internacionais para regular ou controlar a inteligência artificial (IA). O presidente disse, durante a abertura da 81ª Assembleia Geral da ONU, que o país pretende preservar sua liderança tecnológica diante da China e de outras nações.

“Os Estados Unidos também rejeitam totalmente qualquer tentativa de criar um esquema globalista para controlar a inteligência artificial”, declarou Trump na quarta-feira (22). Ele afirmou que o país está à frente na disputa pelo desenvolvimento da tecnologia e que pretende manter essa vantagem.

Para o presidente norte-americano, o domínio da IA definirá o vencedor da nova revolução tecnológica. Trump também disse que não pretende restringir uma tecnologia que, em sua avaliação, terá impacto superior ao da Revolução Industrial.

As declarações foram feitas em meio à disputa entre Estados Unidos e China pela influência sobre a cadeia produtiva da IA. A proposta de Washington prevê um sistema baseado em “parceiros confiáveis”. A liderança de Pequim, por outro lado, defende a participação dos países na governança por meio de sistemas de códigos abertos.

Mudança de nome

Trump anunciou ainda que a inteligência artificial passará a ser chamada oficialmente de “superinteligência”. A justificativa apresentada foi que o termo artificial faria a inteligência parecer falsa.

Para Ettore Arpini, especialista em governança de IA e fundador da organização Plures, a posição do presidente se contrapõe a iniciativas de regulação, inclusive no âmbito da ONU, e pode deixar as empresas sem regras específicas. Arpini avaliou que a mudança de nome pode gerar confusão e fortalecer a narrativa de liderança dos Estados Unidos na disputa pelo controle da tecnologia.

O especialista disse que a questão principal não é determinar se a IA é inteligência, mas analisar as capacidades desses sistemas, seu grau de autonomia, os responsáveis por sua governança e os efeitos que produzem na sociedade.

Texto produzido pela Redação Mapa do Mercado com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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