O Spotify ampliará o Partner Program para criadores de podcasts e vídeos em mais de 35 novos mercados, incluindo o Brasil. A disponibilidade no país está prevista para 20 de outubro de 2026, na maior expansão do programa desde seu lançamento.
A iniciativa também alcançará países como México, Colômbia, Chile, Peru, Uruguai, Itália e Espanha. Com a ampliação, criadores elegíveis poderão acessar diferentes fontes de receita dentro do ecossistema da plataforma.
Fontes de receita
O programa permite a monetização de anúncios exibidos no Spotify e em outras plataformas de podcast. Nos anúncios administrados pelo próprio Spotify, os participantes recebem 50% da receita reconhecida quando a publicidade é reproduzida em seus episódios, dentro ou fora da plataforma. Para gerar receita publicitária, o episódio precisa ter pelo menos um intervalo comercial.
Outra modalidade é a receita de vídeo Premium. Quando um assinante Premium de um mercado elegível assiste a um episódio em vídeo, os anúncios dinâmicos são retirados. A remuneração passa a considerar o consumo do conteúdo, com base em uma fórmula do Spotify.
Esse cálculo leva em conta o tempo de consumo qualificado, o mercado de registro dos assinantes Premium, a quantidade de usuários que acessam ou consomem a experiência sem anúncios e o volume total de vídeos assistidos por esse público. A empresa pode alterar a fórmula.
Os criadores também poderão administrar seus próprios patrocínios e, nesses casos, ficarão com 100% da receita. Mesmo com a remoção dos anúncios dinâmicos nos podcasts em vídeo participantes, esses patrocínios continuarão nos episódios.
Critérios e mercado brasileiro
Dados divulgados pelo Spotify mostram que a audiência mensal de podcasts em vídeo no Brasil cresceu 60% no último ano. O formato já representa um terço das horas de podcasts consumidas no país dentro da plataforma. Nos últimos cinco anos, o consumo de podcasts mais que dobrou, com alta de 126%.
“Os criadores brasileiros têm papel fundamental na evolução do podcast, e queremos que esse crescimento também se traduza em mais oportunidades”, afirmou Camila Justo, head de podcasts do Spotify Brasil.
Para os novos mercados, o programa exige hospedagem no Spotify for Creators, endereço legal em um mercado elegível, pelo menos três episódios publicados e o cumprimento dos critérios mínimos de audiência e consumo. A documentação atualmente publicada informa a necessidade de pelo menos dez mil horas de consumo e duas mil pessoas nos últimos 30 dias.
Em janeiro, o Spotify reduziu as exigências nos mercados onde o Partner Program já estava disponível. O mínimo de ouvintes engajados passou de dois mil para um mil nos 30 dias anteriores; o consumo exigido caiu de dez mil para duas mil horas; e a quantidade mínima de episódios publicados foi reduzida de 12 para três.
Segundo a empresa, os pagamentos mensais totais aos programas participantes cresceram mais de um terço desde a ampliação dos critérios de elegibilidade. Os programas em vídeo inscritos tiveram aumento médio superior a 45% nas horas de consumo desde o lançamento.
A expansão incluirá mercados da América Latina, Europa e Caribe, entre eles Brasil, México, Colômbia, Chile, Peru, Equador, Uruguai, Paraguai, Bolívia, Itália, Espanha e Polônia.







