São Paulo, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Economia

Petróleo perto de US$ 100 amplia cautela e leva dólar a R$ 5,168

Moeda avançou 1,28%, enquanto Ibovespa caiu 0,85%; Petrobras subiu mais de 2%, mas bancos pressionaram o índice.

Petróleo perto de US$ 100 amplia cautela e leva dólar a R$ 5,168

O avanço do petróleo e a perspectiva de juros elevados por mais tempo conduziram os mercados nesta quarta-feira (23). O dólar subiu 1,28% e encerrou o dia a R$ 5,168, enquanto o Ibovespa recuou 0,85%, aos 185.814 pontos.

A cotação do Brent avançava 4,42% por volta das 17h, a U$ 103,62, retomando o patamar de US$ 100. O movimento ocorreu em meio ao avanço considerado tímido das negociações entre Washington e Teerã e à ausência de acordos envolvendo a guerra no Irã. A incerteza elevou a aversão ao risco nos mercados internacionais, com impacto maior sobre ativos de países emergentes.

Petróleo sustenta Petrobras, mas bancos recuam

A alta da commodity impulsionou a Petrobras, cujas ações terminaram o pregão com valorização superior a 2%. Os papéis também reagiram à elevação da recomendação para compra pelo UBS BB. Em relatório, o banco afirmou que a empresa tem elevada exposição ao petróleo e se beneficia de sua condição de exportadora líquida, sem grandes impactos operacionais decorrentes do conflito no Oriente Médio.

O desempenho da petrolífera, porém, não foi suficiente para impedir a queda do Ibovespa. As ações bancárias fecharam em baixa e pesaram sobre o índice, que chegou a avançar 0,72% durante a manhã, antes de inverter o sinal.

A alta do petróleo amplia as perspectivas para a inflação e aumenta o receio de que os juros permaneçam elevados por mais tempo. Esse cenário tende a pressionar ativos de risco. Para as produtoras da commodity, por outro lado, os preços maiores favorecem as expectativas de receita, geração de caixa e rentabilidade, além de poderem estimular o fluxo estrangeiro para ações brasileiras.

Exterior e eleição entram no radar

As bolsas dos Estados Unidos fecharam em queda. O S&P 500 recuou 0,75%, o Dow Jones caiu 0,74% e o Nasdaq perdeu 1,14%. O rendimento do Treasury de 10 anos chegou a 5,132% na máxima, maior nível desde junho de 2007 e o mais alto desde 2007.

A cautela também aumentou após o PMI dos Estados Unidos subir a 58,4 em setembro, ante expectativa de queda para 55,3. O resultado reforçou a avaliação de que a atividade econômica permanece resiliente e alimentou preocupações com novas pressões inflacionárias. Para William Castro Alves, estrategista-chefe da Avenue, a aceleração da atividade reduz o espaço para uma queda mais rápida dos juros.

No Brasil, a pesquisa Atlas/Bloomberg sobre a eleição presidencial mostrou empate técnico entre Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), com vantagem numérica do presidente. Lula apareceu com 47,7% das intenções de voto, contra 47,4% de Flávio. No levantamento anterior, divulgado em 17 de setembro, os percentuais eram de 46,8% e 47,2%, respectivamente.

O resultado também foi acompanhado pelos investidores. Felipe Cima, analista de renda variável da Manchester Investimentos, afirmou que a pesquisa inicialmente leva o mercado a precificar a continuidade do governo e os riscos fiscais, mas que o cenário permanece difícil de prever.

No exterior, Abbas Araqchi, ministro das Relações Exteriores do Irã, conversou na terça-feira com Steve Witkoff e Jared Kushner, enviados dos Estados Unidos, à margem da Assembleia Geral da ONU, em Nova York. Também existe a possibilidade de um encontro entre Donald Trump e Masoud Pezeshkian nesta semana.

Enquanto isso, o tráfego pelo estreito de Hormuz permanece paralisado. Os Estados Unidos anunciaram na segunda-feira que todas as companhias aéreas iranianas teriam as operações interrompidas nesta quarta-feira (23). Teerã prometeu retaliar se países vizinhos cooperarem com os Estados Unidos e suspenderem os voos iranianos.

Texto produzido pela Redação Mapa do Mercado com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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