São Paulo, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Economia

Ibovespa recua e juros sobem com petróleo e sinais de força nos EUA

Dólar avançou 1,28% e fechou a R$ 5,1682, enquanto ações e contratos de juros reagiram à pressão externa e ao cenário eleitoral.

Ibovespa recua e juros sobem com petróleo e sinais de força nos EUA

O Ibovespa caiu 0,86% nesta quarta-feira, 23, aos 185 814,09 pontos, em uma sessão marcada pela alta do petróleo, pelo avanço dos rendimentos dos títulos americanos e pela cautela antes das eleições. O índice chegou a tocar 185.676,38 pontos durante a tarde. O giro financeiro foi de R$ 20 bilhões. No mês, porém, ainda acumula alta de 4,73%.

O movimento ocorreu apesar da valorização da Petrobras, impulsionada pelo petróleo Brent. O contrato para dezembro, negociado na Intercontinental Exchange de Londres, terminou com ganho de 2,84%, a US$ 98,12 o barril. A commodity retomou a alta após não haver avanço concreto nas conversas entre Estados Unidos e Irã. A Casa Branca também refutou informações sobre um possível plano para proibir as exportações americanas de diesel por 90 dias.

Pressão sobre o câmbio e os juros

O dólar subiu 1,28% e encerrou o pregão a R$ 5,1682, maior valor de fechamento desde 31 de agosto, quando terminou em R$ 5,1801. A moeda superou R$ 5,15 no fim da manhã e atingiu a máxima de R$ 5,1760. Ainda acumula queda de 0,23% no mês, depois de alta de 2,16% em agosto, e recuo de 5,84% no ano.

A valorização da moeda americana acompanhou o desempenho externo. O índice DXY, que compara o dólar com uma cesta de seis moedas fortes, superou 101,000 pontos e operava em 101,100 pontos perto do fim da tarde, com alta de 0,50%. O índice chegou à máxima de 101,231 pontos.

A pesquisa preliminar da S&P Global mostrou que o PMI composto dos Estados Unidos atingiu o maior nível em 62 meses e superou as expectativas. Os dados de serviços e indústria também alcançaram os níveis mais altos desde 2022. Para Nicolas Gomes, da Manchester Investimentos, a atividade americana e o petróleo foram os principais fatores sobre o câmbio: “Os números mostram que a economia dos EUA segue aquecida, reforçando a tese da pressão inflacionária”.

Os Treasuries subiram em bloco. O rendimento da T-note de 10 anos alcançou o maior nível desde julho de 2007, enquanto o T-bond de 30 anos atingiu o pico em 22 anos. Às 18h01, a taxa da T-Note de dois anos estava em 4,895%, contra 4,747% no ajuste anterior; a de dez anos avançava de 4,970% para 5,115%.

Na B3, os juros futuros acompanharam o movimento externo. O DI para janeiro de 2027 passou de 13,53% para 13,555%; o contrato para janeiro de 2029 subiu de 13,67% para 13,795%; e o DI para janeiro de 2031 avançou de 13,864% para 13,985%.

Eleições e expectativas para a política monetária

A pesquisa Atlas/Bloomberg mostrou empate técnico entre Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro em um eventual segundo turno. Lula apareceu com 47,7% das intenções de voto, ante 47,4% do senador.

O economista sênior da Nomad, Vitor Kayo, afirmou que os dados do PMI reforçam a avaliação de que a economia americana continua “resiliente” após o Federal Reserve elevar os juros. A ferramenta do CME Group indicou que as chances de uma alta de 0,50 ponto porcentual da taxa básica americana até o fim do ano se tornaram majoritárias.

No mercado brasileiro, a agenda econômica esvaziada e a manutenção do empate técnico eleitoral não deram suporte à continuidade do movimento observado nas sessões anteriores. Para Marcos Bassani, da Boa Brasil Capital, a trajetória da dívida voltou a influenciar a exigência de prêmio pelos investidores.

Texto produzido pela Redação Mapa do Mercado com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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