São Paulo, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Economia

Fusões movimentam games em 2026 enquanto mercado mobile recua

Aquisições bilionárias convivem com queda nos downloads e na receita, mas metodologias diferentes produzem estimativas divergentes para o setor mobile.

Fusões movimentam games em 2026 enquanto mercado mobile recua
Foto: iStock/gorodenkoff

O Fundo de Investimento Público da Arábia Saudita concluiu, em 4 de agosto de 2026, a aquisição da EA por US$ 55 bilhões. A operação se tornou o maior LBO da história. Cinco meses antes, o mesmo fundo havia desembolsado US$ 6 bilhões pela Moonton, empresa responsável por MLBB.

As duas transações ocorreram em um cenário de retração do mercado mobile. No intervalo entre os negócios, os downloads caíram 12% e a receita com jogadores recuou 2%. Ainda assim, os dados variam conforme a metodologia utilizada pelas empresas de pesquisa.

Fusões, aquisições e financiamentos

Levantamento da Drake Star registrou 51 operações de fusões e aquisições no primeiro trimestre de 2026, com mais de US$ 100 bi em valor divulgado. O segmento mobile liderou o movimento. Entre os principais negócios estiveram a compra da Moonton pela Savvy Games e o acordo entre Paramount e Warner Bros. Discovery, que inclui a Warner Bros. Games.

Também foram anunciadas a aquisição da Loom Games pela Scopely, com avaliação superior a US$ 1 bilhão, e a compra da JustPlay pela NCSOFT, por US$ 202 milhões. A Nazara adquiriu a Bluetile Games; a Mattel comprou participação da NetEase na Mattel163; e a Haveli adquiriu a Budge Studios.

Os financiamentos privados somaram 106 operações e US$ 785 milhões no primeiro trimestre. Entre os maiores aportes estavam RayNeo, com US$ 143 milhões; Xreal e VITURE, com US$ 100 milhões cada; Ares Interactive, com US$ 70 milhões; VAST, com US$ 50 milhões; e ZBD, com US$ 40 milhões.

No segundo trimestre, a Drake Star contabilizou 51 transações de fusões e aquisições, totalizando US$ 1,4 bilhão. Entre elas estavam a compra da Playstack pela IMC, veículo de investimento da TPG; a recompra da CCP Games pela gestão, perante a Pearl Abyss; a aquisição da Hipster Whale pela Atari; e a compra da Metacore pela Supercell.

Os financiamentos privados ultrapassaram US$ 2,5 bilhões no período, o trimestre mais forte dos últimos 12 meses e o segundo maior dos últimos três anos.

Datas alteram o ranking

Em valor anunciado, 2025 continua à frente, com US$ 161 bilhões. O total inclui o LBO da EA, anunciado em 29 de setembro de 2025, e a oferta de US$ 82,7 bilhões da Netflix pela Warner.

O dinheiro da EA mudou de mãos em agosto de 2026, após a aprovação do comitê de investimentos estrangeiros dos EUA e da Comissão Europeia. Em 21 de setembro, a Paramount fechou acordo com os 12 estados que tentavam impedir a compra da Warner Bros. Discovery, abrindo caminho para a conclusão do negócio de US$ 110 bilhões antes do fim do mês.

Se as operações forem contabilizadas pela data de fechamento, 2026 reúne o maior LBO já registrado e a maior fusão da história de Hollywood, ambas com participação de estúdios de games. Pelo valor efetivamente pago, o ano não tem precedente; pelo valor anunciado, 2025 permanece imbatível.

Queda no mobile e divergência metodológica

No primeiro semestre, os gastos de jogadores em mobile chegaram a US$ 40 bilhões, queda de 2% em relação ao ano anterior. Os downloads somaram 24 bilhões, recuo de 12%. No primeiro trimestre, as instalações foram de 11,9 bi, o pior resultado para esse período desde 2019, segundo relatório da Sensor Tower.

A Sensor Tower considera dados da App Store e da Google Play, sem incluir vendas diretas ao consumidor, lojas Android alternativas na China ou receita de anúncios. A Newzoo, que incorpora esses componentes, estimou US$ 113,3 bilhões para 2025, contra US$ 81,75 bilhões da Sensor Tower, e projeta US$ 121,1 bilhões para 2026.

O custo por instalação subiu 30% em 2025, para US$ 0,56, enquanto os downloads recuaram pelo segundo ano consecutivo. Nesse ambiente, comprar estúdios com público pagante pode custar menos do que conquistar novos usuários. Fundos soberanos, por sua vez, operam com horizonte longo e não precisam apresentar resultados a cada trimestre. O mobile deixou de crescer, mas continua gerando receita e se tornou um ativo de oportunidade.

Texto produzido pela Redação Mapa do Mercado com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

Entre na nossa newsletterO melhor da semana, sem spam.

Em alta

  1. 1
  2. 2
  3. 3
  4. 4
  5. 5