A parcela da Dívida Pública Federal (DPF) vinculada à taxa Selic avançou de 51,11% em julho para 52,74% em agosto, informou o Tesouro Nacional nesta segunda-feira, 28. Com a atualização do Plano Anual de Financiamento (PAF) de 2026, a faixa prevista para esses títulos passou a ser de 49% a 53%.
Os papéis prefixados também ampliaram sua participação, de 19,22% para 20,31%. O intervalo projetado no PAF para essa categoria ficou em 20% a 24%. Já os títulos indexados à inflação passaram de 26,02% para 23,22%, dentro da faixa atualizada de 21% a 25%. A fatia dos papéis cambiais variou de 3,65% para 3,74%, com limite mantido entre 3% e 7%.
O perfil de vencimento também mudou. A parcela da DPF com vencimento em 12 meses caiu de 18,91% em julho para 16,39% em agosto. Para 2026, o PAF prevê intervalo de 18% a 22%.
O prazo médio da dívida aumentou de 4,05 anos para 4,10 anos, dentro dos limites de 3,8 a 4,2 anos definidos para 2026. O custo médio acumulado em 12 meses da DPF foi de 12,45% ao ano em julho e de 12,59% ao ano em agosto.
Na DPMFi, os investidores estrangeiros elevaram sua participação de 9,82% para 9,91%. O volume de títulos detidos por esse grupo subiu de R$ 879,07 bilhões para R$ 886,3 bilhões. As instituições financeiras mantiveram a maior parcela, embora tenham recuado de 31,34% para 31,22%. Fundos de investimento passaram de 22,23% para 22,52%; Previdência, de 22,73% para 22,63%; e seguradoras, de 3,32% para 3,34%.








