São Paulo, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Economia

Títulos atrelados à Selic atingem maior participação histórica na dívida federal

Papéis vinculados à taxa Selic chegaram a 52,74% do estoque em agosto, enquanto o prazo médio da dívida avançou para 4,10 anos.

Títulos atrelados à Selic atingem maior participação histórica na dívida federal
Foto: Agência Brasília

A participação dos títulos da Dívida Pública Federal vinculados à taxa Selic atingiu 52,74% em agosto, ante 51,11% em julho. De acordo com o Tesouro Nacional, foi o maior nível da série histórica. O estoque total da dívida terminou o mês em R$ 9,293 trilhões, alta de 0,04% sobre os R$ 9,289 trilhões registrados em julho.

O prazo médio dos papéis passou de 4,05 anos para 4,10 anos. Também houve redução na parcela com vencimento em até 12 meses, de 18,91% para 16,39%. Já o custo médio acumulado em 12 meses alcançou 12,59% ao ano em agosto, acima dos 12,45% ao ano observados em julho.

A composição do estoque ficou distribuída entre títulos de taxa flutuante, com 52,74%; indexados à inflação, com 23,22%; prefixados, com 20,31%; e cambiais, com 3,74%.

Composição e liquidez

A dívida interna, representada pela Dívida Pública Mobiliária Federal interna (DPMFi), recuou 0,05% no mês e fechou em R$ 8,944 trilhões. A parcela externa, chamada de Dívida Pública Federal externa (DPFe), cresceu 2,41%, para R$ 348,26 bilhões.

A reserva de liquidez do Tesouro Nacional caiu 11,89% em termos nominais, de R$ 1,37 trilhão para R$ 1,208 trilhão. Segundo o órgão, o volume ainda cobre aproximadamente 7,18 meses dos vencimentos da dívida.

Investidores estrangeiros elevaram sua participação no estoque da dívida interna de 9,82% para 9,91%. O valor em poder de não residentes subiu de R$ 879,07 bilhões para R$ 886,3 bilhões. As instituições financeiras continuaram com a maior fatia, de 31,22%.

O Tesouro informou que a dívida terminou agosto em alta porque a incorporação de R$ 88,39 bilhões em juros superou o resgate líquido de R$ 84,43 bilhões em títulos. A divulgação ocorreu nesta segunda-feira (28).

Para 2026, a previsão oficial é que a Dívida Pública Federal fique entre R$ 9,7 trilhões e R$ 10,3 trilhões. O órgão também projeta redução gradual da participação dos títulos de taxa flutuante caso o país volte a registrar superávits primários de forma estrutural.

Texto produzido pela Redação Mapa do Mercado com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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