São Paulo, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Economia

Dólar cai com inflação americana abaixo da previsão; Bolsa avança

Moeda recua 0,66% e Bolsa sobe 0,81% em sessão marcada por dados dos EUA, petróleo, eleições e formação da Ptax.

Dólar cai com inflação americana abaixo da previsão; Bolsa avança

O dólar recuava nesta quarta-feira (30), enquanto a Bolsa avançava, após a inflação dos Estados Unidos ficar abaixo das projeções no acumulado de 12 meses. O mercado também acompanhava a alta do petróleo, as pesquisas eleitorais brasileiras e a formação da Ptax de fim de mês.

Por volta das 11h, a moeda americana caía 0,66%, a R$ 5,182. No exterior, o índice DXY, que compara o dólar com seis das principais moedas, recuava 0,19%. No mesmo horário, a Bolsa subia 0,81%, aos 185.327 pontos.

O PCE, indicador de preços dos gastos com consumo pessoal acompanhado pelo Federal Reserve para sua meta de 2%, avançou 0,3% em agosto. Na comparação anual, a alta foi de 3,4%, abaixo da projeção de 3,7%. Economistas esperavam crescimento mensal de 0,3%.

Para William Castro Alves, estrategista-chefe da Avenue, a inflação abaixo das estimativas reduz a pressão sobre os rendimentos dos Treasuries e sobre as expectativas de novas altas de juros nos Estados Unidos. “A inflação veio abaixo do esperado tanto no índice cheio quanto no núcleo, nas comparações mensal e anual”, afirmou.

Também foi divulgado o ADP, indicador de criação de empregos no setor privado americano. O levantamento mostrou 90 mil novas vagas, acima das 73 mil esperadas. Para Leonel Oliveira Mattos, analista de inteligência de mercados da StoneX, a inflação mais baixa diminui as apostas em aumentos de juros no curto prazo, o que enfraquece o dólar no exterior e pressiona o câmbio brasileiro.

Petróleo e cenário eleitoral

Os preços do petróleo avançavam diante das incertezas no Oriente Médio. O Irã apresentou na semana passada, na Organização das Nações Unidas, uma proposta para encerrar as hostilidades e reabrir o estreito de Hormuz, rota relevante para o transporte de combustíveis do Golfo. O local está praticamente bloqueado desde o início da guerra na região, no fim de fevereiro.

O bloqueio do estreito de Bab el-Mandeb, pelos houthis pró-Irã do Iêmen, também afeta o transporte de petróleo da Arábia Saudita. Trump rejeitou a proposta iraniana. Com a valorização da commodity, as ações de empresas petrolíferas brasileiras subiam durante o pregão.

No mercado doméstico, as eleições continuavam no radar. A pesquisa Atlas/Bloomberg divulgada na véspera (29) apontou Flávio Bolsonaro com 47,7% das intenções de voto no segundo turno, contra 47,6% de Luiz Inácio Lula da Silva.

Levantamento Quaest divulgado na segunda-feira (28) mostrou Lula com 39% no primeiro turno, ante 34% de Flávio Bolsonaro. Na pesquisa anterior, divulgada no dia 21, os percentuais eram de 37% e 33%. No segundo turno, os dois apareciam com 42%; antes, Lula tinha 41%.

A sessão ainda era influenciada pela Ptax, calculada pelo Banco Central com base nas cotações do mercado à vista e usada como referência para contratos futuros. No fim do mês, a disputa em torno da taxa pode elevar a volatilidade, especialmente perto das janelas de coleta das 10h, 11h, 12h e 13h.

Texto produzido pela Redação Mapa do Mercado com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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