São Paulo, Segunda-feira, 21 de setembro de 2026
Economia

Dólar fecha em alta antes de decisões do Fed e do Copom

Moeda avançou 0,14%, enquanto petróleo e incertezas sobre o STF influenciaram os mercados na véspera da superquarta.

Dólar fecha em alta antes de decisões do Fed e do Copom

O dólar à vista encerrou a terça-feira, 15, em alta de 0,14%, a R$ 5,1551, acompanhando o movimento da moeda norte-americana no exterior. A sessão ocorreu na véspera das decisões do Federal Reserve e do Comitê de Política Monetária, enquanto a alta do petróleo elevou as preocupações com a inflação.

A cotação oscilou entre R$ 5,1270 e R$ 5,1626. Nos dois primeiros pregões desta semana, o dólar acumula alta de 0,58%. Em setembro, porém, registra queda de 0,48%, depois de subir 2,16% em agosto. No ano, a baixa é de 6,08%.

O petróleo Brent para novembro avançou 2,9%, a US$ 108,75 por barril, após impactos sobre a oferta na Arábia Saudita provocados por ataques dos houthis, do Iêmen, a um oleoduto no país. O movimento levou o Brent a se aproximar de US$ 110 e contribuiu para uma postura mais defensiva nos mercados.

A sessão do Supremo Tribunal Federal sobre a possível abertura de investigação contra Alexandre de Moraes, relacionada à sua relação com Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, também foi acompanhada pelos investidores. Houve atritos entre ministros, mas o episódio não foi determinante para a formação da taxa de câmbio.

“O mercado está em compasso de espera porque ainda há muitas dúvidas sobre qual vai ser o desfecho da reunião do STF”, afirmou Luciano Rostagno, estrategista-chefe da EPS Investimentos. Para ele, o resultado pode afetar os preços dos ativos caso altere as expectativas para a eleição.

Gilmar Mendes acusou André Mendonça de motivações políticas ao retirar o sigilo de um relatório da Polícia Federal que revelou troca de mensagens entre Moraes e Daniel Vorcaro. Mendonça respondeu que Gilmar estava “sendo leviano”. Dias Toffoli e Nunes Marques se declararam impedidos de avaliar o caso. Também houve tensão entre Edson Fachin e Flávio Dino, além de um bate-boca entre Moraes e Mendonça.

Exterior e política monetária

O índice DXY, que mede o comportamento do dólar diante de uma cesta de seis moedas fortes, subia 0,26% por volta das 17h, aos 99,637 pontos, após atingir 99,687 pontos. Na semana, o Dollar Index avançava 0,55%, enquanto o Brent acumulava ganhos de quase 20% no mês.

A expectativa predominante é de alta de 0,25 ponto porcentual nos juros do Federal Reserve e de redução de 0,25 ponto da Selic pelo Copom. A combinação tende a diminuir o diferencial entre os juros locais e externos e, com isso, a atratividade do chamado carry trade.

A curva doméstica indicava 96% de chance de redução da Selic de 14% ao ano para 13,75% em setembro. Para novembro, os contratos apontavam 52% de probabilidade de novo corte de 0,25 ponto porcentual, contra 48% de manutenção. Para dezembro, a chance de manutenção era de 84%, ante 16% de redução de 0,25 p.p.

O economista-chefe do Rabobank para a América do Sul, Mauricio Une, afirmou em relatório que o dólar pode terminar o ano a R$ 5,35, diante da expectativa de menor diferencial de juros ao longo de 2026 e de eventual recuperação da moeda norte-americana em um ano eleitoral.

Pela manhã, o Banco Central fez uma operação com venda de US$ 1 bilhão no mercado à vista e aquisição do mesmo valor em dólar futuro, utilizando 20 mil contratos de swaps cambiais reversos. A operação não interfere diretamente na taxa de câmbio, mas tende a reduzir a pressão sobre o cupom cambial.

Bolsa e juros futuros

O Ibovespa subiu 0,54%, aos 186.502,64 pontos, impulsionado pela valorização do petróleo e pelo efeito positivo sobre as ações da Petrobras. O índice se afastou das máximas de 187 mil pontos durante a tarde, em uma sessão com giro financeiro de R$ 15 bilhões. Em setembro, o ganho acumulado chega a 5,12%.

Os juros futuros também refletiram a combinação entre a incerteza institucional no STF e o ambiente externo. A taxa do DI para janeiro de 2027 fechou em 13,580%, ante 13,585% no ajuste anterior. O contrato para janeiro de 2029 avançou a 13,940%, de 13,867%, enquanto o vencimento para janeiro de 2031 subiu a 14,230%, de 14,108%.

O Tesouro Nacional vendeu a oferta total de 1,15 milhão de NTN-B e 750 mil LFT. No cenário eleitoral, pesquisa CNT/MDA mostrou Luiz Inácio Lula da Silva com 47,3% das intenções de voto no segundo turno, contra 40% de Flávio Bolsonaro. Na pesquisa Indexa/Broadcast, Lula tinha 43%, e Flávio, 42%, diferença classificada como empate técnico.

Texto produzido pela Redação Mapa do Mercado com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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