São Paulo, Segunda-feira, 21 de setembro de 2026
Política

Gonet nega proximidade com Vorcaro durante sessão do STF

Procurador-geral da República afirmou que encontrou o ex-dono do Banco Master apenas uma vez, em evento com outras autoridades.

Gonet nega proximidade com Vorcaro durante sessão do STF

O procurador-geral da República, Paulo Gonet, negou qualquer proximidade com Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, durante sessão no plenário do Supremo Tribunal Federal. Gonet afirmou que os dois conversaram apenas uma vez, em um evento com várias autoridades, em 2024, e classificou o contato como “brevíssimo e banal”.

A sessão foi marcada pelo presidente do STF, Luiz Edson Fachin, para discutir o relatório da Polícia Federal que reúne conversas entre Vorcaro e um interlocutor apontado como sendo o ministro Alexandre de Moraes. Gonet decidiu participar do julgamento, embora tenha conversado com Fachin sobre a possibilidade de outro representante da Procuradoria-Geral da República ocupar seu lugar.

O procurador-geral também afirmou que “fica feliz” com o reconhecimento, por André Mendonça, de que nada recolhido pela Polícia Federal indicaria prática de ilícito por parte do chefe do Ministério Público. Em manifestação apresentada no último dia 1°, Gonet defendeu a nulidade do caso e acusou Mendonça de ter usado a polícia para impor a investigação de um colega. Para o procurador-geral, juiz não deve acusar nem conduzir investigações pré-processuais.

Menções no relatório

O nome de Gonet aparece em diálogos incluídos na investigação policial. Em alguns trechos, o advogado Ciro Soares encaminha a Vorcaro mensagens atribuídas ao procurador-geral. Em outros, o ex-banqueiro pede a Moraes que procure Gonet e Andrei Rodrigues, chefe da Polícia Federal, para impedir uma operação contra o Banco Master.

As apurações também registram que o filho de Gonet pediu a Vorcaro que comparecesse a um evento custeado pelo banqueiro em Londres, com as despesas pagas.

Gonet esteve no gabinete da presidência do STF na última quinta (10), em uma conversa de cerca de meia hora com Fachin. Uma possibilidade discutida foi a indicação de Hindenburgo Chateaubriand para representar a PGR na sessão, mas a decisão final ficou com o próprio procurador-geral.

Para tratar dos casos do Banco Master, Gonet criou um grupo de trabalho formado também por Chateaubriand e pelos subprocuradores-gerais Edílio Magalhães Teixeira e André de Carvalho Ramos. Os dois primeiros coordenam as atividades.

O Conselho Superior do Ministério Público Federal abriu, no último dia 3, um procedimento para apurar as menções a Gonet nas mensagens de Vorcaro. O procurador-geral pretende usar o processo para responder às alegações de suspeição. Integrantes da cúpula da PGR avaliaram que as referências expõem a instituição, embora não haja, até o momento, elemento capaz de transformá-lo em alvo de investigação.

Texto produzido pela Redação Mapa do Mercado com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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