São Paulo, Segunda-feira, 21 de setembro de 2026
Economia

Contribuição ao INSS exige escolha entre MEI e contribuinte individual

Motoristas e entregadores precisam acompanhar recolhimentos, histórico no CNIS e regras da modalidade escolhida para preservar direitos previdenciários.

Contribuição ao INSS exige escolha entre MEI e contribuinte individual

A escolha da categoria previdenciária pode definir como motoristas, entregadores e outros trabalhadores de aplicativos terão acesso à proteção do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). As alternativas mais comuns são o Microempreendedor Individual (MEI) e o contribuinte individual, mas a decisão não deve ser tomada apenas pelo valor pago mensalmente.

Nathália Dantas, advogada e sócia do escritório Dantas Advocacia, afirma que o profissional precisa identificar corretamente sua categoria e acompanhar os recolhimentos. “O trabalhador por aplicativo não deve deixar a contribuição previdenciária em segundo plano”, diz.

No MEI, o pagamento da contribuição previdenciária é feito de forma simplificada pelo Documento de Arrecadação do Simples Nacional (DAS). Essa modalidade, porém, tem regras e limitações próprias. Elas devem ser avaliadas principalmente quando o trabalhador busca uma aposentadoria com critérios diferentes dos aplicáveis à aposentadoria por idade.

Já o contribuinte individual pode escolher entre modalidades de recolhimento com percentuais distintos. Conforme a opção adotada, também pode haver diferenças na utilização do período contribuído. Por isso, a análise deve considerar os benefícios que o profissional pretende preservar e os efeitos da alternativa escolhida sobre a aposentadoria futura.

Conferência dos registros

O Cadastro Nacional de Informações Sociais (CNIS) reúne o histórico previdenciário do segurado e deve ser acompanhado regularmente. É necessário verificar se os pagamentos foram registrados, conferir a base usada para a contribuição e guardar comprovantes e documentos relacionados à atividade profissional.

Esse controle permite identificar com antecedência possíveis erros ou períodos sem contribuição. O pagamento sobre o valor mínimo pode manter a cobertura previdenciária, desde que os demais requisitos de cada benefício sejam atendidos. Isoladamente, contudo, a realização de pagamentos durante determinado período não define as condições nem o valor da aposentadoria.

O histórico de contribuições, a modalidade escolhida e as regras aplicáveis também influenciam o planejamento. Dependendo do caso e do cumprimento das exigências legais, a proteção pode abranger incapacidade para o trabalho, maternidade e outros riscos sociais.

“Quanto antes o trabalhador entender como está contribuindo, melhor”, afirma Nathália. Para ela, deixar a análise para os últimos anos da vida profissional pode dificultar a identificação e a correção de falhas ainda passíveis de planejamento.

Texto produzido pela Redação Mapa do Mercado com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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