O Banco Central fez nesta quinta-feira (10) uma operação combinada no mercado de câmbio, com venda de dólares à vista e negociação de swap cambial reverso. A medida ocorreu após o fluxo cambial registrar saída líquida de recursos em agosto e setembro.
Foram vendidos US$ 1 bilhão (R$ 5,7 bilhões) no mercado à vista, enquanto o BC negociou 20 mil contratos de swap reverso, também equivalentes a US$ 1 bilhão. Esse instrumento produz efeito semelhante ao da compra de dólares no mercado futuro.
Conhecida entre investidores como “casadão”, a combinação amplia a oferta de moeda no mercado à vista e, em tese, não altera a cotação do dólar. Isso ocorre porque a venda de US$ 1 bilhão é compensada pela compra de valor equivalente por meio do swap.
Fluxo cambial
Dados divulgados pela autarquia na quarta-feira (9) mostram saldo negativo de US$ 6,69 bilhões (R$ 34,1 bilhões) desde o começo do mês até a última sexta-feira (4). Em agosto, a saída líquida alcançou US$ 3,9 bilhões (R$ 19,9 bilhões).
Ainda em agosto, os investidores estrangeiros retiraram R$ 18,1 bilhões, o pior resultado mensal do ano. A operação desta quinta-feira é a mais recente intervenção do BC; a anterior ocorreu em 27 de junho, também no valor de US$ 1 bilhão.
No leilão à vista, seis propostas foram aceitas, somando US$ 1 bilhão, com diferencial de corte de -0,000300. No swap reverso, quatro propostas foram aprovadas, correspondentes a 20 mil contratos, com taxa de corte de 4,6510.
Os contratos terão início em 11 de setembro e vencimento em 1º de outubro de 2026. Analistas afirmam que o BC costuma atuar diante de desequilíbrios entre oferta e demanda, e não para direcionar a cotação do dólar. A autarquia também monitora o mercado para identificar demanda atípica e agir preventivamente.








