São Paulo, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Brasil

Elizabeth Warren critica autorregulação de empresas de inteligência artificial

A senadora democrata questionou o acordo voluntário firmado por empresas de tecnologia após reunião com Donald Trump.

Elizabeth Warren critica autorregulação de empresas de inteligência artificial

Elizabeth Warren criticou a decisão de Donald Trump de apostar na autorregulação das grandes empresas de inteligência artificial. A senadora democrata reagiu ao encontro do presidente com representantes de empresas como Meta, Google, Nvidia, OpenAI, Anthropic e xAI, realizado em 29 de setembro.

“Autorregulação? Isso é uma receita para o desastre”, escreveu Warren após a reunião.

O encontro resultou no Joint Commitment on Frontier Responsibilities, acordo voluntário pelo qual as companhias assumem compromissos para controlar os riscos de seus próprios sistemas de IA. O documento prevê controles internos, equipes encarregadas de verificar salvaguardas, avaliações de auditores externos e comitês independentes ligados aos conselhos das empresas.

A principal crítica é que o compromisso não tem a mesma força de uma lei ou de uma regulamentação federal obrigatória. Trump classificou o acordo como “moralmente vinculante” e afirmou observar uma “tremenda autorregulação” entre as empresas. O presidente também indicou que outras formas de supervisão podem ser adotadas no futuro.

A oposição de Warren à dependência de compromissos voluntários já havia sido formalizada. Em 28 de setembro, ela e o senador democrata Richard Blumenthal enviaram uma carta ao governo Trump questionando os processos voluntários para testar e monitorar sistemas avançados de IA.

Os senadores afirmaram que incidentes recentes envolvendo agentes autônomos reforçam a necessidade de testes independentes, investigações e supervisão federal mais rigorosa. Para eles, medidas voluntárias e a fiscalização feita pelas próprias empresas “claramente não estão funcionando”. Warren também defende que as regras sejam definidas por representantes eleitos, e não apenas pelas empresas que desenvolvem a tecnologia.

Entre os republicanos, a posição também não é uniforme. O presidente da Câmara, Mike Johnson, apoiou uma abordagem próxima à de Trump antes da reunião, ao defender salvaguardas voluntárias e afirmar que uma regulamentação ampla poderia prejudicar os Estados Unidos na disputa tecnológica com a China. Depois do encontro, disse que o Congresso continuaria analisando o tema, sem se comprometer com nova legislação.

O senador Ted Cruz rejeitou a proposta apresentada por Warner, alegando que ela concentraria autoridade excessiva no novo conselho e no Departamento de Comércio. Ele defendeu uma legislação ampla construída de forma bipartidária, mas afirmou trabalhar em uma proposta específica para riscos catastróficos relacionados à IA.

Josh Hawley, por sua vez, defendeu a responsabilização de empresas quando agentes de IA forem desenvolvidos de maneira imprudente. Também propôs esclarecer que leis contra invasões de sistemas podem alcançar empresas ou usuários que empreguem agentes para cometer crimes e apoiou testes obrigatórios antes do lançamento de modelos avançados, especialmente em casos ligados à segurança nacional.

Texto produzido pela Redação Mapa do Mercado com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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