Donald Trump afirmou que não pretende apoiar uma desaceleração significativa no desenvolvimento da inteligência artificial. Durante uma viagem à Irlanda, o presidente dos Estados Unidos disse que o país está à frente da China e que reduzir o ritmo poderia comprometer essa vantagem estratégica.
“Estamos à frente da China em IA”, declarou Trump. Ele também afirmou que quem vencer a disputa pela tecnologia terá uma posição dominante, ao defender a continuidade da liderança americana.
Trump criticou as chamadas “forças muito negativas”, que, segundo ele, estariam ampliando cenários extremos sobre os riscos da inteligência artificial. Embora tenha admitido que algum nível de regulamentação possa ser necessário, o presidente não apresentou propostas concretas de novas restrições.
A posição foi exposta em meio ao debate sobre a proposta de reduzir temporariamente o ritmo de desenvolvimento dos modelos mais avançados. Dario Amodei, CEO da Anthropic, defende essa abordagem, conhecida como “pacing”, para permitir que os mecanismos de segurança acompanhem a evolução da tecnologia.
A proposta recebeu apoio de Sam Altman, da OpenAI, Elon Musk e Demis Hassabis, do Google DeepMind. Entre as preocupações citadas estão sistemas capazes de operar com maior autonomia, ataques cibernéticos conduzidos por agentes de IA e a possibilidade de os modelos avançarem mais rapidamente do que os mecanismos de controle.
Disputa tecnológica
Trump considera que uma desaceleração americana criaria um risco geopolítico caso a China mantivesse o desenvolvimento no mesmo ritmo. O secretário do Tesouro, Scott Bessent, apresentou argumento semelhante ao afirmar que os Estados Unidos não podem interromper o avanço da tecnologia porque “os chineses não vão pausar”.
O presidente da Câmara, Mike Johnson, também alertou que uma regulamentação rápida demais poderia se tornar um problema de segurança nacional se permitisse que a China ultrapassasse os Estados Unidos.
A disputa envolve chips avançados, data centers, modelos de inteligência artificial e restrições de exportação. Paralelamente, cresce a pressão para que Washington e Pequim discutam mecanismos conjuntos de segurança diante da possibilidade de sistemas avançados deixarem de estar sob controle humano.







