São Paulo, Segunda-feira, 21 de setembro de 2026
Brasil

Mercado chinês recebe sinal verde para tabaco brasileiro após análise de 52 lotes

Testes não encontraram nove pragas quarentenárias, mas exportações ainda aguardam certificado da autoridade aduaneira chinesa.

Mercado chinês recebe sinal verde para tabaco brasileiro após análise de 52 lotes

A China importou aproximadamente US$ 577 milhões em tabaco brasileiro em 2025, tornando-se o segundo maior destino do produto. Para manter esse fluxo, o setor ainda aguarda a emissão de um certificado pela Administração Geral das Alfândegas da República Popular da China (GACC), após a conclusão dos testes exigidos no acordo bilateral.

A Central Analítica da Universidade de Santa Cruz do Sul (Unisc) avaliou 52 lotes de sete empresas e não identificou nenhuma das nove pragas quarentenárias previstas no protocolo. A verificação incluiu seis tipos de insetos, duas plantas daninhas e o fungo conhecido como mofo azul. O resultado permite o avanço do processo de exportação da safra 2025/26 para a China.

A reunião que encerrou a pré-inspeção ocorreu nessa quinta-feira, 17, na sede do Sindicato Interestadual da Indústria do Tabaco (SindiTabaco), em Santa Cruz do Sul. O encontro foi realizado em formato híbrido, com autoridades da GACC e do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) participando virtualmente.

Procedimentos e controle

O MAPA coletou as amostras do tabaco processado e as encaminhou à Unisc. Durante a reunião, o representante do ministério, Roque Danieli, apresentou à GACC as atividades realizadas e o relatório com os procedimentos adotados no Brasil. Ele afirmou que houve aumento da qualidade do produto ao longo destes 20 anos e atribuiu parte do resultado aos treinamentos, que neste ano alcançaram mais de 300 técnicos.

Segundo Fayu Huang, representante líder da GACC, a inspeção foi efetiva e houve evolução na qualidade do tabaco, especialmente quanto ao NTRM, material não relacionado ao produto. Huang defendeu ampliar a conscientização para reduzir a ocorrência desses materiais.

O presidente da China Tabaco Internacional do Brasil (CTIB), Jin Quiang, disse que reforçará com as empresas fornecedoras o monitoramento e a rastreabilidade. Até a emissão do certificado, as companhias devem preservar os cuidados durante a etapa final de armazenamento.

O SindiTabaco também mantém ações do Programa Tabaco Limpo para evitar a mistura de materiais estranhos ao tabaco durante o manejo, a colheita, o armazenamento, a classificação e o enfardamento.

Texto produzido pela Redação Mapa do Mercado com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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