São Paulo, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Tecnologia

Trump propõe trocar ‘inteligência artificial’ por ‘superinteligência’ na ONU

Presidente dos EUA rejeitou controle global da tecnologia, defendeu liderança americana e criticou alertas sobre riscos da IA.

Trump propõe trocar ‘inteligência artificial’ por ‘superinteligência’ na ONU
Foto: QQMinh88/Shutterstock

Donald Trump afirmou nesta terça-feira (22), durante a 81ª Assembleia Geral da ONU, que os Estados Unidos deixarão de usar a expressão “inteligência artificial” em documentos oficiais e passarão a adotar “superinteligência”. O discurso ocorreu na sede das Nações Unidas, em Nova York.

A justificativa apresentada pelo presidente foi que o termo “artificial” poderia sugerir que a inteligência produzida pela tecnologia não é verdadeira. “É superinteligência. Em outras palavras, bem-vindos ao novo mundo da superinteligência — SI”, declarou.

Trump também rejeitou a criação de um sistema internacional para controlar a inteligência artificial. Segundo ele, o desenvolvimento da tecnologia deve continuar, com mecanismos capazes de responder a eventuais problemas. O presidente disse que o Departamento de Justiça e outras autoridades de aplicação da lei acompanharão esse processo e poderão intervir quando necessário.

Disputa tecnológica

Ao abordar a competição com a China, Trump afirmou que os Estados Unidos estão à frente no desenvolvimento da superinteligência e que pretendem preservar essa posição. Ele disse que o país supera a China “por muito” e defendeu regras que não limitem o crescimento da tecnologia.

O presidente comparou o potencial da superinteligência ao da Revolução Industrial e da internet. “Não vou sufocar o crescimento de algo que será maior do que a Revolução Industrial”, afirmou.

Trump também criticou os alertas sobre os riscos da inteligência artificial. Ele mencionou previsões de que a tecnologia poderia “matar todos” e afirmações de que robôs atacariam seres humanos. Essas preocupações foram associadas pelo presidente a controvérsias que classificou como “hoaxes”, incluindo alegações relacionadas à Rússia, à Ucrânia, às mudanças climáticas e à imigração.

Apesar das críticas, Trump reconheceu que a tecnologia apresenta desafios. Ele afirmou que os Estados Unidos continuarão liderando o setor de forma “segura e responsável”.

Enquetes sobre o nome

Antes do discurso, Trump publicou enquetes nas redes sociais para escolher uma nova denominação para a inteligência artificial. A primeira votação, em 19 de setembro, ofereceu as opções Superior Intelligence (SI), Extreme Intelligence (EI) e Supreme Intelligence (SI).

Depois, Supreme Intelligence foi retirada, e a disputa ficou entre Superior Intelligence e Extreme Intelligence. Em uma terceira enquete, Extreme Intelligence foi substituída por Super Intelligence. A nova opção venceu com 65% dos votos, contra 35% de Superior Intelligence, em uma votação encerrada com 50.707 votos.

O termo usado na ONU, portanto, não estava entre as opções da enquete inicial e foi adotado por Trump na declaração desta terça-feira (22).

Texto produzido pela Redação Mapa do Mercado com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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