A reunião sobre inteligência artificial prevista para 29 de setembro nos Estados Unidos será realizada em meio à disputa tecnológica com a China e às divergências sobre como supervisionar sistemas avançados. Donald Trump, Mike Johnson e CEOs de empresas de tecnologia participarão do encontro, mas os nomes dos executivos e os temas da agenda ainda não foram informados.
A confirmação foi divulgada na noite desta quinta-feira (24) por uma fonte familiarizada com o planejamento. O encontro deverá reunir, de um lado, a defesa da continuidade do desenvolvimento da IA e, de outro, a discussão sobre mecanismos de segurança para limitar seus riscos.
Posição de Mike Johnson
A articulação já havia sido mencionada por Johnson em 15 de setembro, quando o presidente da Câmara dos Representantes disse ter conversado com Trump sobre uma reunião com os principais executivos do setor na Casa Branca. Na ocasião, Johnson afirmou que as empresas poderiam se autorregular e rejeitou uma moratória para o desenvolvimento da tecnologia.
“Não podemos ter uma moratória sobre o desenvolvimento da IA, certo? Porque então perderemos nossa vantagem sobre a China, e isso terá sérias implicações para a segurança nacional de todas as famílias americanas”, disse Johnson.
Ao mesmo tempo, ele defendeu medidas de proteção, como auditorias independentes e transparência por parte das empresas responsáveis pelo desenvolvimento dos sistemas. A discussão combina a busca por salvaguardas com a preocupação de que uma redução no ritmo de inovação prejudique a posição dos Estados Unidos diante da China.
Diferenças entre Estados Unidos e China
Trump afirma que os Estados Unidos não precisam criar novas regras específicas para a inteligência artificial. A China, por sua vez, estabeleceu normas para algoritmos e para os dados usados no treinamento dos sistemas. Entre as exigências está a identificação clara de conteúdos produzidos por IA.
Durante a Assembleia Geral das Nações Unidas, na terça-feira (22), Trump também rejeitou a criação de um mecanismo internacional de controle. “rejeita qualquer tentativa de construir um esquema globalista para controlar a inteligência artificial”, afirmou o presidente estadunidense. Ele classificou a tecnologia como extraordinária e disse que os Estados Unidos terão cautela em seu desenvolvimento.
As principais empresas de IA do mundo já alertaram para os riscos da tecnologia à humanidade e defendem que os governos atuem em conjunto. Governos de diferentes países, porém, enfrentam dificuldades para acompanhar a velocidade dos avanços.
O encontro ocorrerá poucos dias depois de um jantar na Casa Branca com o presidente chinês Xi Jinping. Participaram da ocasião Sam Altman, da OpenAI, Sundar Pichai, da Alphabet, Tim Cook, da Apple, Elon Musk, da Tesla, e Jensen Huang, da Nvidia.







