São Paulo, Segunda-feira, 21 de setembro de 2026
Tecnologia

Tesla enfrenta julgamento na Califórnia por acusações de discriminação racial

Processo estadual envolve denúncias de assédio, diferenças salariais e restrições à promoção de trabalhadores negros na fábrica de Fremont.

Tesla enfrenta julgamento na Califórnia por acusações de discriminação racial
Foto: Tada Images/Shutterstock

A Tesla começou a ser julgada nesta segunda-feira (21) por acusações de discriminação racial contra trabalhadores negros na fábrica de Fremont. O processo foi aberto em 2022 pelo Departamento de Direitos Civis da Califórnia e será analisado sem júri pelo juiz Peter Borkon. A previsão é que o julgamento termine em 30 de outubro.

A acusação sustenta que funcionários negros sofreram insultos raciais, pichações e outras formas de assédio praticadas por colegas. O órgão afirma que a Tesla não tomou medidas suficientes para impedir ou interromper essas condutas. Também aponta diferenças salariais em relação a outros empregados e obstáculos para a promoção profissional.

Segundo o processo, trabalhadores negros estavam concentrados em cargos de menor remuneração e em funções consideradas menos desejáveis. A agência descreve a unidade de Fremont como racialmente segregada em razão dessa distribuição dos postos de trabalho.

Decisão e possíveis indenizações

Caberá a Borkon decidir se a Tesla violou as leis estaduais de direitos civis. Na Califórnia, não há limite para indenizações em casos de discriminação no trabalho, ao contrário do que ocorre na legislação federal. Uma eventual condenação pode levar a pagamentos de muitos milhões de dólares, considerando a quantidade de trabalhadores envolvidos e o histórico de acusações contra a empresa.

A Tesla nega as acusações e diz que não tolera discriminação no ambiente profissional. A companhia também afirma ter demitido funcionários envolvidos em condutas inadequadas.

A empresa responde ainda a uma ação da Comissão de Igualdade de Oportunidades de Emprego dos Estados Unidos e a dezenas de processos individuais apresentados por trabalhadores. Em uma dessas ações, um ex-operador de elevador da fábrica recebeu US$ 137 milhões (cerca de R$ 701 milhões) após decisão de um júri; o valor foi reduzido posteriormente. A Tesla também firmou acordos em alguns processos individuais.

No ano passado, Borkon decidiu que mais de 6 mil trabalhadores negros não poderiam processar a empresa como um grupo, revertendo uma decisão anterior. O julgamento atual tratará das acusações apresentadas pelo Departamento de Direitos Civis da Califórnia.

Texto produzido pela Redação Mapa do Mercado com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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