AUSTIN — A investigação aberta pela Administração Nacional de Segurança no Trânsito das Estradas dos Estados Unidos (NHTSA) coloca sob análise a autocertificação usada pela Tesla para levar o Cybercab às vias públicas. O procedimento foi adotado poucas horas depois do início da circulação dos robotáxis em Austin, no Texas.
A agência vai examinar os dados técnicos apresentados pela montadora e a forma como a empresa concluiu que o veículo atende aos padrões federais de segurança. Também será avaliado se a certificação dependeu do entendimento de que determinadas exigências não se aplicariam a um carro projetado para condução autônoma.
Regras ainda em vigor
As normas federais americanas exigem controles manuais, incluindo pedais de freio. O Departamento de Transportes propôs recentemente retirar essas exigências para veículos autônomos, mas a mudança ainda não alterou as regras em vigor.
A autocertificação é uma prática comum entre as montadoras dos Estados Unidos. No documento que abriu o caso, a NHTSA afirmou que pretende “examinar o processo e os dados técnicos nos quais a Tesla se baseou ao certificar o Cybercab e questões relacionadas”.
O caso da Zoox
A análise tem um precedente. Em 2022, a Zoox, empresa de veículos autônomos pertencente à Amazon, autocertificou um robotáxi sem volante e pedais tradicionais. A NHTSA abriu uma solicitação especial de informações e, no ano seguinte, iniciou uma auditoria formal.
O procedimento atrasou a comercialização da tecnologia. Em 2025, a agência autorizou a Zoox a demonstrá-la, mas não a operá-la comercialmente. Depois, a empresa pediu uma isenção temporária para oito padrões federais de segurança.
A aprovação final veio em julho de 2026. A autorização permitiu a inclusão de no máximo 2.500 veículos por ano na frota comercial, com limite válido pelos dois anos seguintes. Também determinou o início posterior do serviço comercial em Las Vegas.
Ainda não está definido se o processo da Tesla seguirá a mesma duração. A investigação deverá indicar se a base técnica apresentada pela empresa é suficiente ou se serão necessárias medidas regulatórias adicionais para a operação do Cybercab.







