São Paulo, Segunda-feira, 21 de setembro de 2026
Tecnologia

NHTSA questiona base técnica usada pela Tesla para certificar o Cybercab

A agência abriu investigação sobre a autocertificação do robotáxi, que circula sem volante nem pedais em Austin, no Texas.

NHTSA questiona base técnica usada pela Tesla para certificar o Cybercab
Foto: Reprodução/YouTube/Tesla

A investigação aberta pela Administração Nacional de Segurança no Trânsito das Estradas dos Estados Unidos (NHTSA) coloca sob análise a autocertificação usada pela Tesla para levar o Cybercab às vias públicas. O procedimento foi adotado poucas horas depois do início da circulação dos robotáxis em Austin, no Texas.

A agência vai examinar os dados técnicos apresentados pela montadora e a forma como a empresa concluiu que o veículo atende aos padrões federais de segurança. Também será avaliado se a certificação dependeu do entendimento de que determinadas exigências não se aplicariam a um carro projetado para condução autônoma.

Regras ainda em vigor

As normas federais americanas exigem controles manuais, incluindo pedais de freio. O Departamento de Transportes propôs recentemente retirar essas exigências para veículos autônomos, mas a mudança ainda não alterou as regras em vigor.

A autocertificação é uma prática comum entre as montadoras dos Estados Unidos. No documento que abriu o caso, a NHTSA afirmou que pretende “examinar o processo e os dados técnicos nos quais a Tesla se baseou ao certificar o Cybercab e questões relacionadas”.

O caso da Zoox

A análise tem um precedente. Em 2022, a Zoox, empresa de veículos autônomos pertencente à Amazon, autocertificou um robotáxi sem volante e pedais tradicionais. A NHTSA abriu uma solicitação especial de informações e, no ano seguinte, iniciou uma auditoria formal.

O procedimento atrasou a comercialização da tecnologia. Em 2025, a agência autorizou a Zoox a demonstrá-la, mas não a operá-la comercialmente. Depois, a empresa pediu uma isenção temporária para oito padrões federais de segurança.

A aprovação final veio em julho de 2026. A autorização permitiu a inclusão de no máximo 2.500 veículos por ano na frota comercial, com limite válido pelos dois anos seguintes. Também determinou o início posterior do serviço comercial em Las Vegas.

Ainda não está definido se o processo da Tesla seguirá a mesma duração. A investigação deverá indicar se a base técnica apresentada pela empresa é suficiente ou se serão necessárias medidas regulatórias adicionais para a operação do Cybercab.

Texto produzido pela Redação Mapa do Mercado com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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