A Strattum anunciou a aquisição da Tropicalia, em uma operação que incorpora os fundadores da empresa, Arthur Guttilla e Leonardo Miranda, à equipe executiva. O objetivo é acelerar o desenvolvimento do chamado company brain, uma camada tecnológica voltada a conectar, relacionar e estruturar dados internos para alimentar modelos e agentes de inteligência artificial.
A Strattum afirma que a fragmentação de informações em ERPs, CRMs, data lakes, planilhas e documentos é o principal gargalo técnico para a adoção de IA em grande escala. A proposta é conectar essas fontes e tornar o contexto organizado disponível continuamente para diferentes aplicações. Com isso, as empresas podem executar tarefas em modelos de menor custo e reduzir o consumo de tokens.
Integração das equipes
A Strattum concentra sua atuação no ambiente de dados corporativos de grandes empresas. A Tropicalia, criada em 2025 no Vale do Silício, desenvolveu engenharia de contexto para startups nativas de IA. Com a aquisição, Arthur Guttilla assume o cargo de Head de Product Marketing e Parcerias, enquanto Leonardo Miranda passa a integrar o time de Aplicação da plataforma.
“Contexto não é modelo, não é agente e não é banco de dados: é a camada entre eles”, afirmou Guttilla. Segundo ele, a Tropicalia cresceu com receita própria enquanto desenvolvia soluções para melhorar a eficiência de sistemas de inteligência artificial.
Kadu Monguilhott, CEO e cofundador da Strattum, disse que a experiência dos executivos da Tropicalia em organização e estruturação de dados será incorporada ao time da companhia.
A aquisição ocorre após a Strattum captar US$ 3,2 milhões em uma rodada pré-seed em junho de 2026. A rodada foi coliderada pelos fundos Maya Capital e ONEVC, com participação da Norte Ventures.
De acordo com a empresa, a tecnologia é operada no próprio ambiente do cliente. As informações permanecem dentro do perímetro corporativo, protegidas por camadas de governança e controle de acesso.








