A cibersegurança se consolidou como uma frente de investimento e vantagem competitiva, impulsionada pela adoção de inteligência artificial, automação e novas exigências de proteção de dados. O mercado global deve movimentar cerca de US$ 240 bilhões em gastos com segurança cibernética em 2026. No Brasil, a estimativa é de US$ 4,05 bilhões, com projeção de chegar a US$ 6,56 bilhões em 2031, segundo a Peers Consulting + Technology.
A Mordor Intelligence projeta crescimento anual composto de 10,13% para o mercado brasileiro entre 2026 e 2031. Pela estimativa da consultoria, o setor passará de US$ 4,05 bilhões neste ano para US$ 6,57 bilhões em 2031.
Startups ampliam o uso de inteligência artificial
A nova geração de empresas de segurança digital tem desenvolvido plataformas voltadas à investigação, à resposta a incidentes e à proteção de ativos digitais. A 7AI automatiza a investigação, a busca por ameaças e a orquestração de respostas com agentes de inteligência artificial.
A Armadin utiliza agentes ofensivos autônomos para simular ataques e identificar pontos exploráveis. Já a Dropzone AI atua na triagem de alertas e na investigação de incidentes sem depender exclusivamente de analistas humanos.
Noma Security e Oasis Security concentram suas soluções em segurança de inteligência artificial e de identidades não humanas, como bots, agentes e serviços. As empresas trabalham com inventário, governança e proteção em tempo de execução. A Tenex.AI oferece detecção e resposta gerenciadas com inteligência artificial, combinando automação e supervisão humana.
Esse movimento indica uma migração de ferramentas isoladas para plataformas orientadas por agentes, com maior automação e foco em evidências executáveis de risco. Entre as tendências estão a automatização dos Centros de Operação em Segurança, a governança de identidades não humanas e a transformação de normas como ISO 27001 e SOC 2 em processos digitais de conformidade.
Orçamento e perspectivas
Estimativas da IDC apontam que o mercado global de cibersegurança pode alcançar cerca de US$ 377 bilhões até 2028, ante US$ 300 bilhões projetados para 2026. Mais da metade dos responsáveis por decisões de segurança prevê aumento significativo de orçamento em 2026. Desse grupo, 15% esperam alta superior a 10%, enquanto 40% projetam crescimento entre 5% e 10%.
As organizações devem destinar 40% dos orçamentos de segurança cibernética a software em 2026, superando os gastos combinados com hardware e terceirização.
No Brasil, os bancos devem investir R$ 50,4 bilhões em tecnologia da informação em 2026, ante R$ 46,8 bilhões em 2025, segundo a Febraban. Parte desse montante está relacionada à segurança e à proteção de dados. A combinação entre expansão do mercado, pressão regulatória e capacidade técnica coloca o país em posição estratégica para desenvolver soluções que integrem inteligência artificial, conformidade e proteção de dados.








