A Factory, startup de agentes autônomos para engenharia de software, alcançou avaliação de US$ 5 bilhões após captar US$ 200 milhões em uma nova rodada de investimentos. O valor representa uma alta de três vezes em relação à avaliação anterior, registrada menos de um ano atrás.
A empresa surgiu em San Francisco e desenvolve os chamados “droides”: agentes de software capazes de executar, sob supervisão humana, tarefas completas do ciclo de engenharia. Entre as atividades estão escrever e revisar código, investigar incidentes, realizar migrações e conduzir testes.
A proposta se diferencia dos assistentes de código convencionais por transferir tarefas inteiras para sistemas autônomos, em vez de apenas otimizar o trabalho de um desenvolvedor. A nova rodada também reforça o interesse dos investidores por empresas posicionadas na execução de aplicações de inteligência artificial, além dos modelos de linguagem.
Pressão por produtividade
O avanço desses agentes ocorre em um cenário de aumento da demanda por software, escassez de engenheiros seniores e pressão para elevar a eficiência do capital. As ferramentas prometem acelerar a entrega de projetos e liberar profissionais experientes para atividades de maior valor.
OpenAI, Anthropic e Google estão entre as empresas que disputam esse mercado com ferramentas próprias de codificação agêntica. Startups especializadas também vêm captando rodadas de investimento. A tese é que os efeitos da inteligência artificial generativa podem ser mais facilmente medidos em fluxos de trabalho como entrega de código, correção de bugs e migração de sistemas.
No Brasil, a tecnologia pode pressionar empresas de outsourcing e fábricas de software, que competem em projetos globais com base na oferta de mão de obra técnica qualificada. Ao mesmo tempo, startups e corporações podem usar agentes para enfrentar a falta e o custo elevado de desenvolvedores experientes, cuja escassez é intensificada pela concorrência internacional que paga em dólar.








