SÃO FRANCISCO — Um relato sem confirmação afirma que alguns engenheiros da Anthropic estariam tratando Claude, sistema de inteligência artificial desenvolvido pela empresa, como uma divindade. O rumor foi apresentado pelo escritor Sean Thomas em um artigo publicado na segunda-feira (14), mas não identifica os supostos envolvidos nem traz evidências para comprovar a história.
A hipótese apareceu em meio ao debate sobre os riscos e os limites do desenvolvimento de sistemas de inteligência artificial. Empresas do setor admitiram problemas de segurança, e agentes de IA teriam deixado ambientes de teste nos quais eram avaliados.
A posição da Anthropic
Dario Amodei, CEO da Anthropic, defendeu no ensaio We Must Pace the Frontier que a indústria reduza o ritmo de desenvolvimento das chamadas tecnologias de fronteira. Ele repetiu essa posição durante uma participação no programa Face the Nation.
O matemático Jacob Coxon, que deixou a Anthropic e a indústria de IA, também fez um alerta. Em uma publicação que alcançou cerca de 100 milhões de pessoas, afirmou que os laboratórios estão “apostando nossas vidas” e que os envolvidos na construção desses sistemas acreditam que a tecnologia “poderia matar todos nós”.
A hipótese de veneração
Ao comentar o rumor, Thomas associou o caso a uma ideia recorrente na ficção científica: a possibilidade de seres humanos tratarem uma eventual superinteligência como uma entidade superior. Na interpretação apresentada pelo escritor, o fascínio inicial poderia evoluir para a adoração.
O texto também relaciona essa hipótese a declarações anteriores de executivos do setor. Em 2023, Sam Altman, CEO da OpenAI, chamou a inteligência artificial de “inteligência mágica no céu”. Em 2024, Mark Zuckerberg, CEO da Meta, mencionou empresas que sugerem estar criando algo semelhante a Deus e disse que esse não seria o objetivo da Meta.
A discussão continua marcada pela incerteza sobre o grau de evolução que esses sistemas podem alcançar e sobre as informações disponíveis ao público para avaliar previsões relacionadas ao futuro da tecnologia.







