São Paulo, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Tecnologia

Pesquisa aponta avanço da preocupação com impacto das redes na democracia

Levantamento do Pew Research Center mostra aumento da parcela que vê as plataformas como prejudiciais à democracia em diferentes países.

Pesquisa aponta avanço da preocupação com impacto das redes na democracia
Foto: VideoFlow/Shutterstock

A parcela de pessoas que consideram as redes sociais prejudiciais à democracia aumentou em 16 dos 26 países com dados anteriores disponíveis, segundo pesquisa divulgada pelo Pew Research Center nesta quinta-feira (1). O levantamento também identificou crescimento generalizado, em comparação com 2022, entre os que classificam as plataformas como algo “ruim”.

O estudo ouviu mais de 45 mil pessoas em 37 países e incluiu uma pesquisa adicional com outros 5.511 adultos nos Estados Unidos. Entre os americanos entrevistados, 64% disseram que as redes sociais prejudicam a democracia.

A percepção é mais comum em países ricos, como Estados Unidos, Canadá e Reino Unido, do que em economias com menor Produto Interno Bruto (PIB) per capita, como Gana, Quênia e Nigéria.

Restrições e pressão sobre as plataformas

Na Austrália, foram propostas regras para permitir que os usuários recusem feeds recomendados por algoritmos. O país também se tornou o primeiro do mundo a proibir o acesso de menores de 16 anos às redes sociais. De acordo com a pesquisa, 82% dos adultos australianos apoiam a iniciativa do governo de restringir o acesso de crianças às plataformas.

As empresas Meta, Snap e TikTok enfrentam milhares de processos judiciais e já desembolsaram grandes quantias para encerrar acusações de que seus serviços provocaram danos aos usuários. Governos também procuram maneiras de proteger a privacidade dos cidadãos.

Mesmo com o aumento das preocupações, a maioria dos entrevistados afirmou que as redes sociais ajudam a informar a população e ampliam sua voz na política. O resultado ocorre em meio ao crescimento do escrutínio sobre as plataformas digitais em diferentes partes do mundo.

Texto produzido pela Redação Mapa do Mercado com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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