São Paulo, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Tecnologia

ONU vira palco para disputa sobre regras e avanço da inteligência artificial

Lula defendeu a regulamentação da tecnologia, enquanto Trump anunciou a troca do termo IA por “superinteligência”.

ONU vira palco para disputa sobre regras e avanço da inteligência artificial
Foto: Reprodução/ONU

Os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump levaram a inteligência artificial ao centro dos discursos na abertura da 81ª Assembleia Geral da ONU, nesta terça-feira (22). Lula defendeu regras para as big techs e para a IA; Trump rejeitou a criação de um sistema global de controle e anunciou que os Estados Unidos passarão a usar o termo “superinteligência”.

Lula descreveu o momento como uma “revolução tecnológica sem precedentes”, com riscos e oportunidades. Para o presidente brasileiro, empresas que conhecem os riscos de seus produtos transferem às famílias a tarefa de lidar com os algoritmos. Ele também criticou uma corrida tecnológica sem regras e transparência, conduzida por um grupo que chamou de “tecno-oligarcas”.

“Seria uma omissão histórica imperdoável não enfrentar o desafio da regulamentação das big techs e da inteligência artificial”, afirmou Lula.

António Guterres, secretário-geral das Nações Unidas, e Khalilur Rahman, presidente da Assembleia, também abordaram a inteligência artificial em seus discursos na abertura do encontro.

Bets, ECA Digital e Pix

O presidente brasileiro associou o debate tecnológico a outros temas. Sobre as bets, afirmou que a indústria transforma o vício em lucro e disse que a disseminação do modelo está endividando e destruindo milhões de lares. Lula declarou que o Brasil não aceitará esse modelo de negócio.

Lula também mencionou a aprovação do ECA Digital, classificado por ele como uma das legislações mais avançadas do mundo para proteger crianças, adolescentes e mulheres no ambiente digital. Na mesma linha, defendeu o Pix como uma infraestrutura pública e gratuita de pagamentos e rejeitou pressões de multinacionais pela privatização do sistema.

Trump defende a “superinteligência”

Trump afirmou que o governo dos Estados Unidos deixará de usar “inteligência artificial” em seus documentos. A justificativa apresentada foi que o termo “artificial” poderia sugerir que a inteligência produzida pela tecnologia é falsa. A nova denominação será “SI”, abreviação de “superinteligência”.

“É superinteligência. Em outras palavras, bem-vindos ao novo mundo da superinteligência – SI”, declarou Trump.

O presidente americano disse que os Estados Unidos rejeitam qualquer tentativa de criar um sistema global para controlar a IA. Segundo ele, o desenvolvimento deve continuar, com mecanismos para enfrentar eventuais problemas. O Departamento de Justiça e outras autoridades de aplicação da lei acompanharão a evolução da tecnologia e poderão intervir quando necessário.

Trump afirmou que os Estados Unidos lideram a área e que pretendem manter a vantagem sobre a China. Também criticou alertas sobre riscos extremos da IA, como a possibilidade de a tecnologia “matar todos” ou de robôs atacarem seres humanos. Ao mesmo tempo, reconheceu que toda tecnologia nova traz desafios.

Novos modelos e mudanças nas plataformas

A OpenAI lançou o GPT-6 Sol e o GPT-6 Luna, depois da apresentação do GPT-6 Astra no início de setembro. As novas versões foram desenvolvidas para oferecer parte dos avanços do modelo mais potente a custos menores. A empresa afirmou que melhorias no armazenamento em cache e na inferência reduziram em 50% os preços de acesso pela API em comparação com os valores promocionais dos modelos GPT-5.6 correspondentes.

A Anthropic lançou o Claude Opus 5.5, com melhorias em programação, uso de computadores e tarefas de conhecimento. O modelo inclui proteções para cibersegurança e biologia, defesas contra ataques de prompt injection e medidas para reduzir tentativas de contornar limites de ambientes de teste.

O Discord começou a implementar uma política de verificação de idade que separa automaticamente usuários adultos e adolescentes. A plataforma havia adiado a implementação global do sistema em fevereiro, diante de preocupações sobre privacidade e coleta de dados pessoais.

Óculos inteligentes e outros dispositivos equipados com IA também aparecem como possíveis sucessores dos smartphones. Como podem observar, ouvir e responder ao ambiente, esses produtos ampliam preocupações sobre o registro de imagens e vozes de pessoas que não autorizaram a captura.

Uma pesquisa com mais de 1.600 físicos mostrou ainda que não há consenso sobre questões fundamentais do Universo. Entre os participantes, 68% não consideram que o Big Bang necessariamente marque o início do tempo. O levantamento também identificou divergências sobre inflação cósmica, matéria escura, energia escura, buracos negros e a natureza da gravidade.

Texto produzido pela Redação Mapa do Mercado com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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