Duas mensagens codificadas por máquinas Enigma foram decifradas com auxílio de sistemas de inteligência artificial, enquanto sete mensagens ainda permanecem sem solução conhecida. Os trabalhos envolveram o GPT-6 Astra, da OpenAI, e o Claude Opus 5, da Anthropic.
A Enigma foi usada pela Alemanha nazista durante a Segunda Guerra Mundial e ficou associada aos esforços de Alan Turing e de outros criptanalistas. As novas soluções foram examinadas por Frode Weierud, engenheiro elétrico aposentado e pesquisador de criptologia que mantém o site Crypto Cellar.
Pesquisa em arquivos e simulação
O desenvolvedor Carter Leffen pediu ao Astra que buscasse, em uma base de dados, uma mensagem ainda não decifrada. O sistema consultou arquivos, analisou pistas históricas e criou um simulador da máquina para tentar reconstruir o conteúdo original.
A mensagem resistia à solução desde 2005. Após dois dias, o modelo chegou a uma resposta. Leffen também utilizou o Astra para desenvolver um site interativo sobre o problema.
Weierud validou o resultado e afirmou ter ficado “admirado” com o trabalho. Em um registro, escreveu que o GPT-6 Astra “está se comportando como um criptanalista e pesquisador de arquivos muito profissional”. Na avaliação do pesquisador, a tarefa realizada pelo modelo em dois dias exigiria semanas ou meses de trabalho humano.
Os registros também levantaram uma dúvida sobre o acesso do sistema a documentos de uma “coleção particular” que não integra a base de dados de Weierud. O pesquisador não sabe se o material foi consultado pelo Astra. Ele considera que os documentos podem ter sido compartilhados por outro pesquisador na internet ou estar disponíveis nos arquivos públicos do governo alemão.
Outra abordagem para o segundo código
Em 21 de setembro, o criptanalista Jack Willis procurou Weierud para relatar uma tentativa de decifração feita com o Claude Opus 5. Nesse caso, Willis forneceu instruções mais específicas, incluindo uma pista baseada no nome conhecido de um oficial. Com essa orientação, o modelo chegou ao texto da mensagem.
Weierud afirma que, além das sete mensagens sem solução, existe uma oitava cujo conteúdo original é conhecido, mas cujo código ainda não foi quebrado. As duas descobertas diminuem o conjunto de mensagens históricas que continuam sem decifração.







