São Paulo, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Tecnologia

Musk integrará grupo do Pentágono para definir tecnologias militares futuras

Project Meridian terá 120 dias para recomendar capacidades que os Estados Unidos deverão desenvolver para conflitos das próximas décadas.

Musk integrará grupo do Pentágono para definir tecnologias militares futuras
Foto: gorodenkoff/iStock

Elon Musk integrará, ao lado de Palmer Luckey e Newt Gingrich, a liderança do Project Meridian, iniciativa do Pentágono criada para identificar armas e tecnologias necessárias aos conflitos das próximas décadas. O anúncio foi feito pelo secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, na quarta-feira (30).

O grupo terá 120 dias para concluir a análise e apresentar recomendações sobre as capacidades militares que o país deverá desenvolver. O trabalho avaliará como os conflitos podem evoluir em diferentes ambientes, do subsolo ao espaço além da Lua. Ao final, será produzido um relatório público acompanhado de um anexo confidencial.

Drones e sistemas autônomos

Musk defende que drones e mísseis hipersônicos terão papel central nas guerras futuras. Em 2024, escreveu: “As guerras do futuro são todas sobre drones e mísseis hipersônicos”.

A iniciativa também faz parte de um conjunto de medidas anunciadas por Hegseth para ampliar o uso de robôs e tecnologias autônomas pelas Forças Armadas americanas. O pacote inclui a criação do AUTOWARCOM, novo comando militar de quatro estrelas, além de carreiras voltadas à formação e à especialização de militares no uso de sistemas autônomos.

Também estão previstas medidas para reduzir a vulnerabilidade de bases e cadeias de fornecimento a interferências estrangeiras. As conclusões do Project Meridian deverão servir de base para o planejamento das capacidades militares que os Estados Unidos poderão precisar no futuro.

Participação de executivos do setor de defesa

Hegseth justificou a presença de especialistas externos ao Pentágono dizendo que a experiência necessária para antecipar conflitos não está restrita à estrutura militar. “Os melhores analistas de conflitos futuros não estão exclusivamente dentro do Pentágono”, afirmou.

A participação de Musk ocorre pouco mais de um ano após o fim de sua atuação no Departamento de Eficiência Governamental (DOGE). Sua passagem pelo órgão incluiu um desentendimento público com o presidente Donald Trump sobre um projeto de gastos. Depois, os dois se reconciliaram, e Musk participou nesta semana de uma reunião na Casa Branca sobre segurança em inteligência artificial.

A SpaceX mantém contratos com o Pentágono, enquanto Luckey fundou a Anduril, empresa que desenvolve tecnologias de defesa, incluindo sistemas autônomos. Como as companhias atuam em um setor no qual o governo americano é cliente, a participação dos executivos nas recomendações levanta questionamentos sobre possíveis conflitos de interesse.

Texto produzido pela Redação Mapa do Mercado com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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